Esquerdista Piers Morgan fica envergonhado com narrativa de Meryl Streep: "foi a pior performance de sua carreira"

2
173

Quem acompanha a política americana sabe que o britânico Piers Morgan é um dos mais ferrenhos admiradores do esquerdismo e das políticas do Partido Democrata. Sempre apoiou Barack Obama. Mas a atuação fascista de Meryl Street no Golden Globe foi demais para ele.

Em um texto para o Daily Mail, ele – mesmo dizendo que é um fã da atriz Meryl Streep – se mostrou envergonhado por vários momentos da fala da atriz pró-Hillary.

Por exemplo, ele cita a seguinte passagem de Meryl: “vocês, e todos nós neste auditório, realmente pertencem ao segmento mais demonizado da sociedade americana hoje. Pensem bem: Hollywood, estrangeiros e a imprensa.”

Para Morgan, essa declaração é ridícula, pois menciona simplesmente as pessoas mais ricas e privilegiadas da sociedade americana: os artistas de cinema.

Outra passagem de Meryl comentada por Morgan foi esta: “Então Hollywood está cheia de outsiders e estrangeiros, e se você expulsar todos eles [dos Estados Unidos] não terá nada para assistir além de futebol e artes marciais, que não são as artes.”

O jornalista comenta: “Eu não ouvi algo tão elitista e esnobe desde que Hillary Clinton chamou os apoiadores de Trump de ‘um punhado de deploráveis'”.

Este foi outro momento de Meryl: “Houve muitas, muitas, muitas atuações poderosas este ano que fizeram exatamente isso – trabalhos de tirar o fôlego, cheios de compaixão. Mas houve uma atuação este ano que me chocou, que cravou um gancho no meu coração. Não porque foi boa. Não foi nada boa. Mas foi eficaz e conseguiu o que queria, fez o público-alvo rir e mostrar os dentes. Foi aquele momento em que a pessoa que estava pedindo para sentar na cadeira mais respeitada do nosso país imitou um repórter com deficiência – alguém em relação a quem ele tinha mais privilégio, mais poder e mais capacidade de enfrentar. [Esta cena] meio que partiu meu coração, e ainda não a consegui tirar da minha cabeça, porque não foi em um filme, foi na vida real.”

Morgan comenta: “Hmmmm. Verdade, Meryl? Para os que não conhecem o assunto, o incidente ao qual ela se refere não aconteceu no ano passado, mas em 2015. Existiu outra edição do Golden Globe no ano passado e o tema não foi mencionado. Segundo, Trump sempre negou furiosamente – e fez hoje de novo no Twitter – que estivesse ridicularizando a deficiência do repórter e um site conservador produziu evidências em vídeo de várias outras instâncias onde ele fez exatamente o mesmo gesto se referindo a pessoas sem qualquer deficiência enquanto as atacava (Clique aqui e decida por você próprio)”.

The 2016 event Streep referred to happened in 2015 and Trump has repeatedly denied he mocked anyone's disability with his floundering - he has done the same impression of able body people multiple times
Here he is doing it a month earlier
Morgan continua: “Em terceiro lugar, o reporter em questão não é um indivíduo impotente ‘incapaz de rebater’; ele é um ganhador do prêmio Pulitzer de jornalista investigativo do New York Times, um jornal que atacou Trump por décadas”.
E aqui vai a conclusão matadora de Morgan:

Mas vamos colocar tudo isso de lado por um momento – e se Trump realmente estava zombando da deficiência de um homem isso seria um ato condenável – vamos rever o que Streep disse em seguida: “O desrespeito convida ao desrespeito, a violência incita violência. Quando os poderosos usam sua posição para fazer bullying, todos nós perdemos.”

Neste ponto, eu ria alto com incredulidade. Não das próprias palavras, que são louváveis, mas sim com a hipocrisia. Dificilmente encontramos uma indústria que incentiva mais desrespeito e violência do que Hollywood. Um lugar onde as pessoas ricas e poderosas ganham bilhões de dólares apelando com regularidade aos mais baixos denominadores comuns de sexismo, racismo, homofobia e misoginia. Eles exploram de forma cada vez mais horrível a violência gráfica para fazer um dinheiro rápido e fácil.

Para Morgan, toda a indignação lançada por ela contra Trump poderia ser lançada contra ela própria: “Para destacar apenas um exemplo da hipocrisia chocante de Streep, o que aconteceu com os Oscars de 2003 quando ela pulou de um salto e deu ao violador romano Roman Polanski uma ovação de pé depois que ele foi anunciado como vencedor do Melhor Diretor do Pianista?”

___________________meryl-streep

Sobrou pouco de Meryl Streep depois dessa.

 

Anúncios

2 COMMENTS

  1. os americanos tem uma expressão interessante: cherry pick. utilizado quando um interlocutor “pinça” aquilo que é interessante [ou importante] para embasar seu discurso, mas descarta aquilo que é desfavorável.
    Meryl Streep não está se referindo aos artistas, mas aos imigrantes. um pouquinho de interpretação de texto vem a calhar.
    Meryl Streep é uma funcionária de um estúdio de cinema de Hollywood, não é ela quem decide ou quem faz os filmes. esperar que ela critique Hollywood é como esperar que Donald Trump critique Wall Street.
    Donald Trump não precisava fazer esses tiques e mimetismos. Donald Trump é igualzinho ao garoto valentão. Se vocês acham normal e aceitável ele fazer troça de qualquer um, independente de ter deficiência ou não, vocês tem problemas sérios de empatia e humanidade.
    Meryl Streep não é juiza e antes de condenarem Roman Polasky, que tal lembrar que Donald Trump em pessoa disse que “faria” Ivanka Trump se ela não fosse filha dele?

Deixe uma resposta