A derrota de Meryl. Ou: a mentira custa mais caro quando os dois lados jogam o jogo.

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Houve um tempo em que a esquerda – e no Brasil a extrema-esquerda – mentia descaradamente, o tempo inteiro, passando incólume por isso. Ela podia dizer o que fosse, verdade ou não, e dificilmente alguém questionaria. Sendo assim, conseguiram construir diversas narrativas falsas para fortalecer suas pautas ao longo dos anos. Tudo isso foi possível porque não havia praticamente nenhuma oposição. Nos últimos tempos, isso tem se tornado cada vez mais difícil.

O que acontece quando os dois lados jogam o jogo é que aquele que mente quase sempre acaba desmascarado. Qualquer deslize, aliás, pode ser significativo, uma vez que um opositor obstinado é capaz de fazer tempestade em copo d’água. Foi isso o que aconteceu, por exemplo, com Meryl Streep.

Talvez por estar mal acostumada a um período no qual mentir era fácil, a atriz fez um discurso mentiroso na premiação do Globo de Ouro e foi rapidamente desmascarada. No curto prazo, pode não significar muito, mas se esse tipo de coisa continuar acontecendo o castelo vai acabar desmoronando. Com a direita jogando – ainda que timidamente – o custo de se contar uma mentira fica muito elevado, é um risco que nem sempre valerá a pena correr. Imagine as possibilidades se ampliarmos o uso do jogo político para uma ampla escala? E isso tudo sem precisarmos emitir mentiras…

O padrão urgente, a partir de agora, é que toda mentira contada publicamente seja rapidamente desmentida, e assim o mentiroso vai sempre ou quase sempre se dar mal. Isso abre uma possibilidade de tempos fascinantes para a guerra política por parte da direita.

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