Marco Rubio faz papel de frouxo político ao dizer que Trump não devia ter botinado Lewis

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Estamos chegando a uma era de conscientização política na direita na qual temos que ser claros ao definir os “frouxos” no combate. São pessoas que se recusam a falar do adversário do tom adequado. Pior: são aqueles que não titubeiam em atirar nas costas de seu próprio exército para ajudar o inimigo. São movidos mais por ego do que por consciência de grupo.

Parece ser o caso de Marco Rubio fazendo papelão diante da belíssima traulitada que Donald Trump deu no deputado esquerdista John Lewis. Conhecido por ter lutado ao lado de Martin Luther King, Lewis disse: “Eu não vejo este presidente-eleito como um presidente legítimo: eu acho que os russos tomaram parte para ajudar este homem ser eleito. E eles ajudaram a destruir a candidatura de Hillary Clinton”.

Trump rebateu, brilhantemente: “Congressista John Lewis devia passar mais tempo a resolver os problemas do seu distrito, que está num estado horrível e a cair aos pedaços (já para não dizer que… está infestado de crimes) em vez de estar falsamente a reclamar sobre os resultados das eleições. Fala, fala, fala – mas não há ações ou resultados. Triste”.

Obviamente, isso gerou um baita fuzuê, com Lewis liderando uma tropa de mais de 30 deputados esquerdistas que não irão à posse de Trump. Sem problema: basta retaliar e, no dia em que um esquerdista assumir a presidência, colocar 50 deputados republicanos se recusando a comparecer também. Guerra é guerra.

Uma pena que o republicano Marco Rubio não tenha pensado assim, e agiu tanto como um frouxo como mau caráter, dizendo: “Eu possuo tremenda admiração por John Lewis, não apenas pelo que ele fez mas pelo que ele luta, e isso não pode ser diminuído. Eu não concordo com ele por dizer que o presidente eleito Trump é ilegítimo. Eu acredito que foi uma eleição legítima e ele foi eleito através do processo eleitoral. Também não concordo com sua decisão de não participar da posse embora certamente ele esteja em seu direito pois isso não tem a ver com Trump: é uma transferência pacífica de poder, uma característica inerente de nossa república. Dito isto, eu também esperava que o presidente eleito Donald respondesse de maneira diferente, dado tudo que John Lewis fez para o nosso país. Mas as pessoas tomam suas próprias decisões e devemos defender esse direito. Isso é tudo que eu tenho a dizer a respeito”.

É lamentável que Rubio tenha respondido assim. E vale a pena ressaltar que esse blog já o apoiou em uma contenda contra Trump e Chris Christie. Por isso, é uma extrema decepção ver Rubio agindo de modo tão covarde, frouxo e mau caráter.

Para início de conversa, elogio ao adversário é coisa que não se faz na política. Ele citou as “credenciais” de John Lewis, que jamais o elogiaria em retorno. Vale lembrar que John McCain, mesmo tendo sido um herói americano, foi humilhado e tratado como lixo quando disputou com Obama em 2008.

Agir desta forma é coisa de masoquista. Pessoas desta extração geralmente costumam demonstrar falhas graves de caráter. O masoquista perdeu seu brio e adquiriu prazer por apanhar, mas os outros, do lado de fora, não são assim. Por isso, o masoquista se revolta ao ver os outros agindo com muito mais dignidade que ele. Rubio é o típico sujeito que adquiriu gosto por apanhar de esquerdistas, no debate público, e parece revoltado com o fato dos outros não quererem apanhar do mesmo jeito.

Por exemplo, ele disse que John Lewis estava errado tanto ao chamar Trump de ilegítimo como de não ir à posse. Mas se ele fez esta avaliação moral, então não há motivo para reprimir a resposta de Trump. Ou Trump está certo em responder como fez, e Lewis está errado, ou Trump está errado em dar sua resposta, enquanto Lewis está certo. Caso contrário, Rubio teria que reconhecer em público que está pedindo para Trump apanhar calado da mesma forma que ele já adquiriu gosto por apanhar.

Que vergonha, Rubio, que vergonha….

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2 COMMENTS

  1. “Vale lembrar que John McCain, mesmo tendo sido um herói americano, foi humilhado e tratado como lixo quando disputou com Obama em 2008”.
    E agora o McCain está agindo da mesma forma com o Trump. Parece que ele está fazendo de tudo para sabotar o governo Trump, por não concordar com a política externa. Criticou nomeações de Trump para o governo, considerou rejeitá-las, e chegou ao cúmulo dando crédito ao dossiê mentiroso incriminando o Trump. Aliás, Rubio também segue a linha neoconservadora em política externa, e está meio que alinhado com McCain e Lindsey Graham, os dois senadores republicanos que mais se opõem a Trump.

  2. E esse era o candidato republicano a disputar com Hillary. Teria perdido feio. Na realidade ele e vários republicanos ainda não aceitaram a surra que levaram do Trump. E a imprensa esquerdista repercute justamente as declarações dos desafetos do Trump.

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