Globo passa a perna em autor de best-seller para atacar Doria e fazer propaganda pró-PT

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João Doria foi escolhido como alvo preferido da imprensa nacional desde que decidiu concorrer nas eleições. Tal onda de ataques se intensificou tão logo ele derrotou Haddad em uma votação humilhante. Depois que ele assumiu, no começo deste ano, a coisa toda foi muito mais longe do que o habitual. No entanto, tudo já era esperado.

A grande sacanagem de hoje partiu da BBC Brasil. O jornal publicou há algumas horas uma entrevista feita com o autor americano Robert Greene, escritor do excelente livro “As 48 leis do poder” – aliás, uma leitura recomendável, junto com outra obra sua, “As 33 Estratégias de Guerra”. Na entrevista, a BBC dá a entender que Greene “ataca” João Doria, que em seu discurso de posse citou o escritor.

Contexto:

No começo do ano, quando assumiu a prefeitura, Doria lembrou uma das “leis” de Robert Greene, mais especificamente a de número 28, que diz: “Sejamos ousados; qualquer erro cometido com ousadia é facilmente corrigido com mais ousadia. Todos admiram os corajosos. Ninguém louva os covardes.” Se observada a trajetória do empresário, dá para notar que ele faz jus a esta regra.

A matéria da BBC, entretanto, arrancou de Greene o seguinte comentário:

“Diria que em vez de se fantasiar de gari, de pedreiro, que ele entregue mais. Se fantasie menos e entregue mais. Precisa se comprometer e ser muito prático – e não viciar na atenção que você acaba tendo ao dizer coisas ousadas.”

O G1 e o portal Terra, com seu baixo nível, mantendo seu jornalismo de esgoto habitual, reproduziram a notícia. Tudo isso, desde a BBC, foi feito com a manchete mais tendenciosa possível.

O único “problema” é que há um detalhe muito importante que todos estes canais “esqueceram” de mencionar: o que o escritor americano realmente sabe sobre a realidade brasileira, especialmente a realidade paulistana? Será que a BBC, ao entrevistá-lo, deu a ele as informações verdadeiras, como o fato de que o tucano está na prefeitura há menos de um mês e que inclusive já resolveu problemas da gestão anterior, ou os “jornalistas” teriam apenas dito que Doria se veste de gari para “chamar atenção”?

É evidente, pelo comentário do escritor, que ele não tem todas as informações, tanto que nem mencionou os fatos da gestão Doria em sua entrevista. Certamente nem faz ideia de que o prefeito anterior, do PT, passou quatro anos na prefeitura sendo o exato oposto de Doria, agindo com o máximo da prepotência e tratando os paulistanos como seus servos, motivo pelo qual foi chutado com gosto nas urnas. Com certeza Roberto Greene, autor de um excelente livro sobre política, entenderia perfeitamente a estratégia de Doria se tivesse acesso a todos os detalhes, incluindo a campanha.

 Background:

De onde surgiu a ideia de entrevistar Robert Greene? Quem pensou nessa tática?

Aí é que está, caro leitor. Há pelo menos dois sites assumidos de extrema-esquerda que, antes desta matéria da BBC, já haviam batido na tecla. O blog esquerdista El País, por exemplo, postou em 9 de janeiro um artigo cujo título é “Doria Gray e as leis do poder”, fazendo menção ao personagem Dorian Gray, da obra de Oscar Wilde (ver aqui).

Em termos de guerra política, a matéria do El País é ótima. Eles pinçaram trechos do livro que foi citado por Doria, especialmente aqueles mais controversos, e deram a entender que o prefeito é alguém que manipula as pessoas para se dar bem, fazendo ainda uma relação com Donald Trump. Em outro trecho da matéria, disseram o seguinte:

“Doria, que parece acreditar ser uma versão atual de “Príncipe”, citou um autor que já foi chamado de o “novo Maquiavel”’

A intenção até aí já estava clara.  Contudo, outro blog escancaradamente petista, o Pragmatismo Político, deu continuidade ao assunto no dia 16, reproduzindo na íntegra esta mesma matéria do jornal El País, mas com título diferente: “Livro de cabeceira de João Doria explica quem é o novo prefeito de São Paulo.” O objetivo de tudo isso foi gerar uma base para atacar o prefeito, e esta base foi aproveitada pela BBC, pelo G1 e pelo Terra. Certamente será aproveitada por outros portais da esgotosfera esquerdista brasileira.

É importante frisar que Robert Greene provavelmente não tem nada a ver com o rolo. Ele deve ter sido usado. Provavelmente os jornalistas lhe enviaram uma pauta pré-fabricada e o induziram ao erro. Como ele certamente desconhece a realidade brasileira, e como provavelmente nem sabe nada sobre a trajetória de João Doria, restou ao escritor se pautar naquilo que ele tinha ao seu alcance: a informação dada pelos seus próprios entrevistadores.

O que esses jornais como BBC e G1 fizeram, na prática, foi uma trapaça para tentar queimar a imagem de Doria, fazendo-o parecer tolo ao citar um autor e ser criticado por ele. A quem esse tipo de coisa interessa, senão aos petistas paulistanos?

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16 COMMENTS

  1. Aqui onde moro, convenci mais amigos a acessar o site e perceber o quanto sao enganados pela Folha, UOL, G1…IG… etc.

    O unico que ainda se mantem distante dessa prodridao, é o novo Massa News, mas nao muito longe, os jornalistas BR tem mania de NYT.

  2. Mas quem não sabe que El País Brasil, DW Brasil, BBC Brasil, The Economist Brasil (que vinha encartado na Carta Capital) etc. são esquerdalha fake news???
    Eu ainda não entendi (preguiça de averiguar) se estes meios de comunicação são esquerdistas em seus países de origem ou se quem abriu as franquias no Brasil é que é esquerdista e se utiliza da credibilidade destas mídias, mas eu já sei que são todas FAKE NEWS: El País Brasil, DW Brasil, BBC Brasil, The Economist Brasil.
    Se for pra ler fake news sobre o Brasil já me basta dar uma olhada no site da Veja e de vez em quando Folha.

  3. Os esquerdistas tem um esquema que aprenderam com Lenin, Stalin e todos os lideres comunistas. O lema é o seguinte: Acuse-os do que você é, xingue-os pelo que você faz.
    È exatamente isso, projetam e lançam as culpas dos seus erros nos outros. Basta perceber. Tudo aquilo de que acusam os outros é porque já fizeram ou estão fazendo.
    Mídia, politicos, educadores, sacerdotes, administradores públicos, todos dentre esses que se alinham a ideologia esquerdista fazem isso.
    E muitos caem nessa conversa mentirosa, deixando de reparar neste detalhe.

    • Mas isso é um verdadeiro certificado de qualidade para o Ceticismo Político! Chamo de “Selo Mundo Reverso”: se a esquerda critica, deve ser bom; se a esquerda defende, deve ser ruim.

      Morram de inveja, sites liberais e conservadores que não foram citados!

      E vou agradecer ao DCM pela dica, eu não conhecia a maioria!

  4. Dica: É só vocês irem no facebook do Monitor do debate político no meio digital. Consta a seguinte mensagem

    “Gostaríamos de esclarecer que todos os levantamentos e análises que fizemos até hoje foram publicadas nesta página. Em particular nunca fizemos um levantamento de sites de notícias falsas.”

    Pronto, o dcm mentiu.

  5. Eles acham que enganam mas afundam mais um pouco a cada dia. O paulistano deve achar muito estranho criticar o Doria pelo fato de se vestir de Gari ( o Lula pode) a menos de 30 dias de ser empossado como prefeito.
    O Doria não só precisa aumentar as velocidades nas marginais mas em várias vias importantes que quando congestionadas prejudicam o trânsito de toda a cidade. E eliminar as ciclovias que ninguém usa.
    Nos Estados Unidos o Trump acabou com a mamata dos ambientalistas e a Globo não escondeu sua frustração no JN. Impagável!!!

  6. A pessoa não lê o artigo inteiro e vai atacar a BBC, e depois reclama que ela é quem está tentando manipular, pelamor né:

    BBC Brasil – Se você fosse o conselheiro de Doria, que tipo de conselho daria para ele?

    Greene – O conselho é: é ótimo criar esses espetáculos – inclusive é uma das minhas leis – mas no fim das contas tudo se resume a entregar resultados.
    Ele deve escolher duas ou três áreas de atuação – e eu vi que ele tem esse discurso de aumentar o número de crianças na pré-escola, por exemplo – e escolher dois ou três programas para que ele possa realmente demonstrar que está melhorando a vida das pessoas, que está se livrando da terrível corrupção no Brasil.
    Eu diria que em vez de se fantasiar de gari, de pedreiro, que ele entregue mais. Se fantasie menos e entregue mais. Se ele conseguir em dois anos entregar algo real, isso será muito poderoso. Mas você deve parar de fazer tantas promessas, ter um plano concreto e ter noção de que precisa se comprometer e ser muito prático – e não viciar na atenção que você acaba tendo ao dizer coisas ousadas.

    BBC Brasil – Você se sente prestigiado pela citação?

    Greene – Não posso dar nomes, mas já fui conselheiro de alguns políticos dos EUA e de fora e acho interessante. É muito fácil ser um escritor e falar essas coisas aqui do meu escritório, mas políticos precisam entregar resultados e é mais difícil.
    Tenho respeito e humildade e sei que não é fácil. Mas me sinto lisonjeado que ele tenha me citado e espero que ele olhe para outras leis do livro e se torne alguém com um bom poder.

    Mas nãããããããão, a BBC tá atacando. Não é como se fosse o Robert Greene que estava fazendo uma crítica construtiva como aconselhamento ao Dria.

  7. Robert Greene foi ingênuo, o que é irônico.

    A novela Escrava Isaura foi muito popular na Rússia e repórteres russos perguntaram para a Lucélia Santos quem ela apoiava na eleição deles; Lucélia respondeu que amava o povo russo, mas não conhecia a realidade do país e os candidatos o suficiente para opinar.

  8. Uma das definições de dicionário para o termo TRÁFICO é: “negociar com mercadoria FRAUDULENTA”. Assim, vender INFORMAÇÃO mentirosa/FALSA é NEGOCIAR com mercadoria FRAUDULENTA (“fake”).

    Logo, os que se imaginam jornalistas e fazem isso, não passam de TRAFICANTES da INFORMAÇÃO. E as organizações da mídia, como as citadas nesta postagem, que abrigam esse tipo de gente, se transformam em verdadeiras QUADRILHAS de TRAFICANTES da INFORMAÇÃO.

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