Catraca Livre não está sabendo lidar com sua derrota na guerra pela velocidade das marginais

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É bom ver a extrema-esquerda “travar” no debate e não saber lidar com as novas confrontações do debate público. O Catraca Livre ficou com butthurt após termos tripudiado sobre um editorial ridículo que eles fizeram para lamentar a derrota deles e da extrema-esquerda em geral na luta pela velocidade das marginais. Eles queriam uma velocidade reduzida (típica de vias que não são expressas) e nós queríamos a velocidade normal.

O editorial original deles está no fim deste post, e a gozação que este site fez aqui.

Daí eles escreveram o seguinte:

O Movimento Brasil Livre (MBL) parece ter deixado de vez sua responsabilidade social de lado.

Um editorial do Catraca Livre, no qual criticamos a decisão de João Doria de aumentar a velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros, em São Paulo, foi considerado “ridículo” pelo MBL.

“A velocidade normal voltou e só restou à extrema-esquerda o esperneio”, diz texto compartilhado pelo movimento no Facebook.

Para nós, a questão que está em jogo não é direita, esquerda, centro. Não é político. Para nós, a questão é o valor sagrado de toda e qualquer vida.

Como você já sabe, após a redução do limite de velocidade nas marginais, proporcionada pela gestão do ex-prefeito Fernando Haddad, houve uma queda de 52% no número de acidentes com mortes.

MBL, com seu tamanho e alcance, pare para analisar o seguinte: vale a pena chegar alguns minutos mais cedo no trabalho ou evitar que uma pessoa morra?

Eis a típica chantagem emocional de sempre, baseada em narrativas mais furadas que tábua de pirulito.

Para início de conversa, este não foi um post do MBL, mas apenas compartilhado na página. Este foi um post deste site que você está lendo: Ceticismo Político.

Curiosamente, o texto do Catraca Livre não refuta nenhum argumento. Ademais, se baseia em alegações já comprovadamente falsas como “a medida de Haddad reduziu em 52% o número de acidentes com mortes.

Tal informação não é verdadeira, mas mesmo se fosse ela é refutada com a medida de João Doria, que prevê uma pista de 50 km/h (nas vias locais) para quem não quiser andar a 90 km/h e 60 km/h. Logo, quem prefere a velocidade de 50 km/h ainda tem a opção de uma via nesta velocidade, o que implode toda e qualquer argumentação fascista que adoraria que todos se submetessem à vontade dos ciclofascistas. Ou seja, a narrativa do Catraca Livre não está a favor de “vidas”, mas de agenda política.

Em relação à dizer que a narrativa anti-velocidade normal “não é direita, esquerda, centro”, ela já foi pelos ares com a divulgação da predileção política do diretor da organização Ciclocidade, que entrou com a ação. Entendo o esforço para parecer “isentão”, já que isso aumenta o impacto da propaganda partidária (ao se esconder a propaganda da fonte), mas na época das redes sociais é muito difícil esconder a origem das ideias políticas. Enfim, a luta contra a velocidade normal das marginais é uma luta originada na extrema-esquerda, sem nenhum interesse em “proteger vivas”, mas para impor comportamentos de modo autoritário e humilhar os demais cidadãos, que elegeram em primeiro turno um projeto político que queria o retorno da velocidade normal nas marginais.

Lide com isso, Dimenstein…

Em tempo: aqui está a choradeira original:

chorolivre (1)

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