Caiado diz que os sindicatos pró-PT “amam o emprego”, quando, na verdade, o odeiam.

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Boa parte da direita está vibrando com a recente coluna de Ronaldo Caiado à Folha. Aqui está: Na cultura sindical brasileira, ama-se o emprego e odeia-se quem os cria.

Ele critica a legislação fascista, que prejudica os trabalhadores, lembrando: “Numa crise com 14 milhões de desempregados, a legislação a agrava, ao dificultar –ou mesmo impedir– a busca de soluções, anomalia que tem a chancela sindical.” Prosseguindo, diz: “E foi essa cultura esquerdista/sindicalista que consagrou entre nós um paradoxo: ama-se o emprego, mas odeia-se –e criminaliza-se– quem os cria, o empresário.”

Creio que vale a pena ler o texto para observar que há embasamento na análise feita por Caiado sobre como o sindicalismo socialista é prejudicial aos trabalhadores. Porém, é absurda a noção de que os sindicatos pró-PT “amam” os empregos. Na realidade, eles apenas alegam lutar pelos trabalhadores, mas de fato lutam contra eles.

Apoiaram um governo que deliberadamente – e não por erro – destruiu milhões de empregos, afugentando investidores. Mesmo com a fuga dos empregos, os pelegos aliados aos governos que desempregam as pessoas continuam ganhando dinheiro. As intenções dos sindicalistas pró-PT são menos anti-empregador do que anti-emprego.

Os sindicalistas pró-PT amam os acordos governamentais feitos com os capitalistas de laços. Falamos de gente do naipe de Eike Batista e Marcelo Odebrecht. Claro que eles não vão muito com a cara dos empresários mais humildes, adeptos do capitalismo de livre mercado. Mas escolhem tal posição unicamente por terem como única ambição as verbas estatais, e não a melhoria da vida do empregador.

Assim, temos que ir na contramão da afirmação de Caiado: os sindicalistas pró-PT odeiam o emprego e os empregados.

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