A politização imoral da morte de Marisa veio apenas de petistas e sicários. Não existe isso de "culpa dos dois lados".

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Uma tática fundamental da propaganda de guerra na política é dizer que “ambos os lados são culpados” quando você é acusado com tantas provas que já não consegue se dizer inocente.

Por exemplo, imagine um estuprador que tenha sido capturado e não consiga negar seu crime. Sua narrativa de propaganda poderia ser: “ambos são culpados, pois ela também me deu socos”. O detalhe omitido é que sua vítima estava se defendendo, enquanto ele cometia um crime. Assim, a narrativa de “ambos são culpados” vive se baseando na equivalência moral e a na seleção e omissão de fatos.

É como procedeu Pedro Macedo Masculino de Souza, um leitor de Ricardo Noblat, que escreveu no blog dele:

Inaceitável que a morte de dona Marisa Letícia seja usada de forma política, seja por quem for. O uso político desse tocante acontecimento é uma atrocidade, uma covardia. A dor da perda deve ser respeitada. Não podemos ser desumanos em virtude de diferentes posicionamentos político-partidários. É um momento que requer parcimônia de todos. Vamos poupar dona Marisa de se tornar um símbolo político de luta. É preciso ter sensibilidade. Não há nada para ser festejado ou culpado.

Eis a equivalência moral, que dá base para o jogo dizendo que “ambos os lados são culpados”.

Na verdade, apenas um lado usou a morte de Marisa Letícia politicamente: a extrema-esquerda que defendeu a tese falsa de que “os opositores do PT causaram o AVC” ou “a Lava Jato causou o AVC”. Isso é uso politico.

Porém, alguns opositores que festejaram a morte – e até uma dupla de médicos que fez pior, divulgando dados indevidos – não faziam uma ações políticas, mas apenas uma reações espasmódicas (e politicamente patética) que só serviu como tiro no próprio pé de quem reagiu com o fígado. Não eram ações políticas, pois não estavam direcionadas a obtenção de capital político. Todas as reações dizendo que “Marisa devia morrer mesmo” são manifestações de pessoas infantilizadas politicamente, que ainda estão na fase do “eu sinto, eu digo”, fase que deveria ter sido abandonada aos 7 anos de idade. Na idade política, as pessoas devem pensar nos resultados do que falam. Os dois médicos que divulgaram dados de Marisa foram demitidos e não arrumarão emprego tão cedo. Que raio de ação política é essa que só gera resultados negativos para quem a fez?

Em suma, quem jogou sujo neste caso foram apenas os petistas e seus sicários, que tentaram obter um capital político em cima da morte de Marisa Letícia. Aqui temos sete exemplos.

Em tempo: já teve gente dizendo que expor o uso político da morte de Marisa pelos petistas também é uma politização. Nada disso. É apenas o instanciamento do debate moral, que se traduz em dizer que é imortal usar politicamente a morte de Marisa deste jeito. Claro que um post denunciando a imoralidade petista tem efeitos políticos, mas apenas porque a verdade exposta no debate moral os constrange. Logo, não é o uso político, mas a consequência política de uma imoralidade, que deve ser exposta sim. De novo, apenas os petistas estão fazendo uso político imoral da morte de Marisa Letícia.

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2 COMMENTS

    • Mas os médicos também facilitaram o jogo. Não tiveram como ficar em uma posição defensável. Entraram na onda do “sentiu, falou”, algo que não deveria existir desde os 7 anos de idade. Enfim…

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