Playboy defende abertamente a censura para marcar posição contra Milo. Quem diria…

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Eis que a nova era do totalitarismo de esquerda nos brinda com algo que parecia ser absurdo tempos atrás: a revista Playboy defende oficialmente a censura em um texto de Shane Michael Singh, publicado no site da organização.

Singh argumenta que Milo Yiannopoulos é um “troll de Internet”. Adotando os típicos recursos do marxismo, nazismo e fascismo, Singh inventa mentiras sobre o adversário no exato momento em que justifica a violência contra ele. Por isso, Singh diz que Milo é “anti-transgêneros, anti-gay, anti-negros e anti-mulheres”.

Singh adota o famoso changing pattern “a questão não é (x), mas (y)”. No caso, a questão não seria a violação a liberdade de expressão de Milo, mas sim se ele teria o direito de ser um “troll de Internet, opositor boca dura e simpatizante da alt-right” sem sofrer as consequências. Como Albert Bandura apontou em sua obra “Moral Disengagement”, este recurso é a culpabilização da vítima, junto com a transferência de responsabilidade, afim de promover, dentre outras coisas, a violência censória e, portanto, a violação da liberdade de expressão de um opositor do modo mais violento.

Por isso, Singh tenta enganar seus leitores com falácias non sequitur, como essa: “Yiannopoulos pode se fazer de vítima e argumentar que os estudantes infringiram seu direito à liberdade de expressão, mas o que ele está esquecendo é que ao trocar a correção política por notoriedade, ele se tornou uma celebridade. E quando você se torna uma celebridade na América, você está sujeito a todo o público, não apenas o lado que concorda com você”.

Ele conclui: “Yiannopoulos precisa aprender uma dura realidade americana: as celebridades raramente conseguem exercer seu direito à livre expressão”.

Claro que Singh é um mentiroso de marca maior e está ciente disso, tanto que ele escreve em uma publicação que sempre deu espaço para as celebridades e, pior, não teria chegado aonde está sem o direito à liberdade de expressão. Se existisse o direito ao terrorismo adversário diante da livre expressão alheia, a Playboy nem existiria.  Vale lembrar que a Playboy sofreu muito com a censura no passado, chegando até a ser um dos símbolos da luta pela liberdade de expressão. A que ponto chegamos?

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1 COMMENT

  1. “Vale lembrar que a Playboy sofreu muito com a censura no passado, chegando até a ser um dos símbolos da luta pela liberdade de expressão.”

    Talvez esse seja o problema, pornografia é expressão? Decência e bons costumes é algo politicamente incorreto hoje em dia, talvez a normalização da pornografia e peversões sexuais (a pedofilia ta querendo se normalizar, cuidado) tenha ajudado no status quo atual. Por outro lado a playboy está em decadência e apelando para o feminismo, tirando as belas modelos de cena, mas isso é graças a liberdade de expressão pornográfica na internet em parte.

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