Karnal critica quem "sentiu felicidade" pela morte de Marisa, mas silenciou quando esquerdistas comemoraram morte de Thatcher

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O historiador de extrema-esquerda – mas que joga o jogo do isentão que ainda engana muita gente – Leandro Karnal ficou indignado acima do normal diante de algumas pessoas que tripudiaram de Marisa Letícia após sua morte.

Aí ele lança sua matéria de sempre:

“Estive em são Bernardo do Campo para uma palestra no Instituto Mauá. A cidade já tinha alguma movimentação em função do velório de dona Marisa. A divergência política e o contraditório são excelentes para a democracia. Todo choque tem algumas barreiras. Uma é a ética: divergir não implica atacar. Outra, muito importante, é a morte. Nada existe além dela. Extinguem-se as animosidades. Termina o ódio no túmulo. Atacar ou ter felicidade pela morte de um ser humano é uma prova absoluta de que a dor e o ressentimento podem enlouquecer alguém. Se você sente felicidade pela morte de um inimigo, guarde para si. Trazer à tona torna pública sua fraqueza, sua desumanidade. Acima de tudo, mostra que este inimigo tinha razão ao dizer que você era desequilibrado. Contestem, debatam, critiquem: mas enderecem tudo isto a quem possa revidar. Por enquanto temos apenas um homem que perdeu sua companheira, filhos órfãos e netos sem a avó. Entre os vivos, surgem divergências e debates. Diante da morte, impõe-se silêncio e respeito. Nunca deixem de ser, ou ao menos, tentar parecer, um ser humano. Quando você não tiver uma palavra de conforto para quem perdeu a mãe ou a esposa, simplesmente, cale a boca. Sinto-me envergonhado por coisas que li na internet.”

O engraçado é que Karnal não tem moral alguma para falar, pois eu fiz uma procura por “Leandro Karnal” + “morte de Margaret Thatcher” e não encontrei texto algum dele escrevendo o mesmo diante dos esquerdistas que comemoraram a morte de Margaret Thatcher.

Detalhe: Thatcher era apenas adversária política dos esquerdistas. Outro detalhe curioso é que algumas (poucas) pessoas que tripudiaram de Marisa Letícia após sua morte eram adversárias. Mas e quanto a Lula, que era esposo de Marisa, e usou o velório para fazer comício? Não é curioso notar que Karnal não toca na maior vergonha moral em toda essa questão?

Quer dizer, o “nem depois da morte há respeito” parece que só vale como método de manipulação da culpa alheia para oponentes da extrema-esquerda, mas não deve ser aplicado contra Lula. Essas é a moral seletiva de Leandro Karnal.

No fundo, é um Sakamoto com maiores tons de cinismo, e o mesmo desapreço pela verdadeira moral, que é aquela que se aplica tanto para aqueles ao seu lado como para seus oponentes. Enfim, humanidade seletiva não é humanidade, mas desumanidade dissimulada. Leandro Karnal não tem humanidade.

Em tempo: eu tenho a moral (que Karnal não tem) para criticar quem tripudiou de Marisa Letícia sobre sua morte. Fiz isso em um texto deste blog. Porém, igualmente critiquei os petistas que politizaram a morte de Marisa. Ou seja, não agi com o mesmo duplo padrão de Karnal. Mais uma vez: quem tem duplo padrão não tem moral para falar em… moral.

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11 COMMENTS

  1. Leandro Karnal me causa asco. Não o ouço ou leio. Mas a bem da honestidade intelectual, ao menos a minha, não posso concordar com sua opinião sobre o fato dele não ter comentado nada a respeito da morte de Tatcher. Ela se foi ha muito tempo e viveu num PaIs com uma cultura totalmente diferente da nossa. Dentro do universo atual de leitores seus, pergunto quantos saberiam quem foi Tatcher, para poderem fazer a comparação. Seria mais interessante que essa comparação fosse mais contemporânea e com personagens nossos. Karnall fez algum comentario sobre a morte de algum outro politico brasileiro? De resto ,concordo com seu ponto de vista, o sujeito é um farsante.

    • Pensei o mesmo. Um exemplo muito mais assertivo seria quando Esquerdistas comemoraram a morte do filho do Alckmin (que a bem da verdade nem de Direita é…)

  2. Veja bem eu era um telespectador assíduo do Band News, assim que esse Karnal começou com suas colunas diária e em vários horários só para não mudar de emissora já nem a sintonizo mais, ninguém merece ouvi-lo, acho muito ridículo seus comentários.

  3. “Diante da morte, impõe-se silêncio e respeito. Nunca deixem de ser, ou ao menos, tentar parecer, um ser humano.” diz ele. Mas não silenciou ou se deu ao respeito o próprio viúvo, que estava mais preocupado em incitar seus aceclas contra a Lava Jato do que com a dor de seus próprios netos.

  4. “Diante da morte, impõe-se silêncio e respeito.”
    Ele faria isso com Hitler ou elevaria a sua imagem a um satanás secular contemporâneo? Pergunta retorica, todo o esquerdista quando morre vira santo, impressionante.

  5. Quando o maior interessado, Lula, faz comício em cima do caixão de sua esposa, qualquer um que tenha tripudiado sobre sua morte (ainda que eu considere errado) está perdoado.

    Não dá para dizer que os outros estão errados quando você mesmo não se dá o respeito.

  6. Tudo nesse indivíduo (fala, gestos, postura, etc) é artificial. É como se estivessem estampadas na sua cara as palavras “farsante” e “impostor”. E o conteúdo então de sua fala, revela ser ele um “pensador” do óbvio. Ele trata de obviedades como se ninguém mais as percebesse antes dele. É o “sábio” do lugar comum.

  7. Karnal personifica à perfeição aquele velho adágio popular que diz : cabeça, que desconsolo; por fora não tem cabelo, por dentro, não tem miolo!

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