Por causa de narrativa de Lula no velório, Cunha pode alegar "aneurisma em potencial"

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A exploração política da morte de Marisa Letícia foi o assunto mais falado no fim de semana, e não é para menos. Lula, o viúvo, usou o caixão da própria esposa como palanque para tentar blindar moralmente a si mesmo e atacar seus opositores, uma atitude que é repulsiva, mas não chega a ser surpreendente.

A tese de Lula, entretanto, é que o aneurisma que matou Marisa foi consequência direta da Lava Jato, por conta da “perseguição” contra a família. Se fôssemos levar esse raciocínio a sério, naturalmente a culpa recairia sobre o próprio Lula, cujas atitudes enquanto presidente da República foram justamente a causa de toda essa investigação. Claro, este nem é o ponto. O ponto é que Eduardo Cunha, em depoimento dado ontem a Sérgio Moro, alegou que tem um aneurisma também, igual ao de Marisa.

Obviamente Moro não cairia num truque desses. Ele mandará fazer uma avaliação médica para constatar se a alegação tem fundamento ou não. No entanto, seguindo a lógica de Lula, Cunha não precisaria provar nada, ele só precisaria dizer que “está investigado na Lava Jato”, tendo portanto um “aneurisma em potencial”.

O que aconteceu com Marisa foi uma tragédia, mas isso não deveria ter sido explorado politicamente, em termos morais, especialmente por sua própria família e pessoas que julgavam ser seus amigos. Se aproveitar da comoção pela morte de alguém para tentar se safar de seus crimes, como já foi dito, é de uma psicopatia atroz.

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2 COMMENTS

  1. Transcrevo de VEJA:
    Segundo Luiz Alberto Cartaxo de Moura, diretor do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen-PR), os médicos convocaram Cunha nesta manhã para realizar uma tomografia “capaz de dizer se efetivamente ele é portador dessa enfermidade”, mas ele não aceitou. “O custodiado se negou terminantemente a fazer os exames”, disse à Globonews.
    De acordo com ele, a recusa em se submeter aos exames caracteriza infração disciplinar leve e isso será anotado na ficha de Cunha na prisão, onde ele está desde outubro do ano passado.
    Ele revelou, ainda, que não foi a primeira vez que Cunha se negou a comprovar que tem o problema. “Ressalto ainda que essa enfermidade foi revelada no dia 21 de dezembro ao corpo médico do Complexo Médico Penal, que solicitou à família e aos advogados que fossem encaminhados os exames e os documentos comprobatórios de tal situação, o que até hoje não aconteceu”, disse. “Então, por duas vezes, já se tentou comprovar a presença desse aneurisma e por duas vezes isso não foi possível”, disse.

  2. Isso nem é novidade, nem precisaria o Lula falar nada. Todos os políticos que vão presos alegam que tem alguma doença e não estão sendo tratados adequadamente. Falam isso para poderem ficar presos em suas “casinhas”, na tranquilidade familiar e com todo o conforto que o dinheiro roubado pôde trazer

    Agora, se isso ocorre para políticos, porque não para os bandidos comuns? Caso isso seja aceito, abre brecha para que qualquer “cidadão” também posso pedir o mesmo. Vou preso, alego ter uma doença, e preciso de tratamento que no presídio não existe, pronto, vou para casa cumprir minha pena complicadíssima. Isso é pena ou férias?

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