Que tal uma análise cética sobre a situação do Espírito Santo e as graves crises no país?

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Pode parecer teoria conspiratória, mas é bem razoável questionar: Como tantas crises estouraram ao mesmo tempo?

Na política até faz sentido, já que houve uma ruptura de um projeto partidário que agora tenta retomar o poder. Há também a Lava Jato, uma operação sem precedentes que não parece estar perto do fim. Isso explica a grave situação política do país. A crise econômica, da qual estamos aos poucos nos recuperando, também tem uma explicação razoável, e sabemos bem qual é. Mas, e o restante? Tudo é realmente só um amontoado de coincidências?

Você já parou para pensar que, mesmo fora da política em si, nós não tivemos sossego nos últimos seis ou sete meses? No começo, uma imprensa esforçada na calúnia e na difamação – e esta ainda persiste. O tempo passou e tivemos escolas invadidas por militantes esquerdistas em todo o país, sem contar os inúmeros atos de extrema violência, como o que aconteceu em Brasília no fim do ano, ou o que aconteceu em São Paulo logo após o impeachment de Dilma Rousseff.

Quando as escolas finalmente pararam de ser invadidas, já no final do ano passado, finalmente veio a crise penitenciária, que num passe de mágica eclodiu logo após a virada do ano e foi o assunto principal em todo o mês de janeiro. Assim, sem mais nem menos, diversos presídios entraram em parafuso e facções criminosas começaram a se matar entre si, a fazer rebeliões, entre outras coisas.

Chega a segunda metade de janeiro e o que temos? A morte suspeita de um ministro, o Jornal Nacional chamando “especialistas” menos de um dia depois para sugerir que foi um acidente causado por “falha humana”, ignorando que não havia nenhuma perícia técnica e que o piloto em questão era muito experiente. Dias depois, Marisa Letícia teve o AVC e foi para o hospital, onde acabou morrendo. Note que tudo isso aconteceu ao mesmo tempo em que a imprensa se descabelou para atacar João Dória, Donald Trump e outros não alinhados aos seus projetos políticos.

Entra o mês de fevereiro e Lula faz seu comício fúnebre no velório da própria esposa, em seguida eclode o caos no Espírito Santo com a greve dos policiais militares. Em paralelo a todo esse caos, delações e mais delações envolvendo políticos de diversos partidos.

Que tipo de sensação tudo isso causa nas pessoas? Para quem não entende muito do assunto, a ideia é que o país está desmoronando, e de certa forma está mesmo. Só que uma pessoa leiga dificilmente entenderá as razões disso, nós podemos pelo menos tentar. Para tal fim, faço aqui algumas perguntas:

  • Quem tem a ganhar com tudo isso?
  • É apenas por acaso que todo esse caos tenha começado a acontecer depois que a extrema-esquerda perdeu o poder e foi humilhada nas eleições municipais?
  • É demais perguntar de onde todos esses problemas surgiram, já que aparentemente não existiam até meados do ano passado?
  • O que o Comando Vermelho, o PCC, as FARC, a UNE, a CUT, os sindicatos e as entidades de classe têm em comum?

Tente responder essas perguntas…

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8 COMMENTS

    • Bezmenov previu isso mas acredito que estamos na fase da radicalização. Está mais fácil do que nunca que a esquerda apele para métodos cada vez mais violentos beirando a guerra civil enquanto a mídia repete que “manifestantes em nome da democracia pedem a renúncia do presidente”.

  1. Concordo com tudo, exceto com os comentários referentes ao acidente de Paraty: embora eu não seja vidente, no caso em tela não é difícil supor – principalmente levando em conta a retrospectiva dos sinistros em aeroportos da região (i.e. Angra, Paraty e Ubatuba) – que tenha sido um CFIT (“Controlled Flight Into Terrain”). Primeiro, os “ingredientes” são mais ou menos os mesmos dos casos anteriores: uso de carta de aproximação inventada – e portanto ilegal / temerária -, piloto operando sozinho, sem copiloto, a despeito da alta carga de trabalho numa operação crítica como aquela; meteorologia desfavorável, caracterizando o que chamamos de “visumento” (mistura de vôo visual com vôo por instrumentos, fator contribuinte em vários acidentes fatais ao longo de décadas); pressão no sentido de pousar a qualquer custo (o fato de arremeter e já curvar continuamente para a direita no sentido de reinterceptar a aproximação final sugere isso, de maneira inequívoca; isso não se faz!), auto-infligida ou originada pelo dono do avião (nunca saberemos, a menos que o CVR revele alguma conversação nesse sentido) etc. Segundo, se sabotagem tivesse ocorrido, o sinistro teria se consumado na decolagem ou logo após a mesma. Não é impossível que tenha ocorrido, mas é altamente improvável. Em tempo, não sou “especialista de entrevista”, sou piloto de linha aérea com 37 anos de carreira e experiente tanto na aviação comercial, quanto na executiva. Agrego aqui – outrossim – meu elogio ao jornalista (e aviador) William Waack, cujas análises têm sido sempre impecáveis nesses casos.

  2. Faltou só uma perguntinha inconveniente, porque estamos deixando a esquerda fazer isso com o país se eles não mais tem poder de estado? Por outro lado, a tesoura de Ocam afirma que o pais sempre esteve violento e que tudo continua como antes seja o goverdo de extrema esquerda ou centro esquerda.

    • A esquerda tem muito espaço no quarto poder ( a mídia mainstream). Certamente tem mais tempo de exposição do que a própria oposição que sequer é direita. O financiamento via globalistas como Soros continua. Muito do dinheiro saqueado pelo PT ainda não foi recuperado. Alguns estimam que é dinheiro suficiente para manter o PT até 2030. As escolas estão intocáveis com professores recrutando miolos moles todo santo dia par atuarem nas manifestações esquerdistas. E por fim eles não desistem da guerra política e mesmo apanhando, sustentam suas narrativas mesmo que isso signifique criticar o Moro ou pisar no caixão da Marisa Letícia para bradar ódio aos quatro cantos.

      Já na oposição. Estamos sempre correndo atrás do nosso rabo. Levamos três dias para saber que estamos apanhando mais cinco dias para inventar uma narrativa e quando começamos a abrir a boca; recebemos um rótulo, pedimos desculpa e levamos uma nova porrada para continuarmos a correr atrás do nosso rabo de novo.

      A extrema esquerda joga e a oposição assiste. Tá melhorando mas ainda é complicado.

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