Por que Vanessa Grazziotin quer proibir ridicularizações em campanha política?

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Primeiro, vamos ver o que diz a PLS 13/17, de autoria de Vanessa Grazziotin, senadora do PCdoB do Amazonas:

Maior tempo de propaganda política no rádio e na televisão para os candidatos a cargos em eleições proporcionais está previsto em projeto de lei (PLS 13/2017) da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentado no dia 7 de fevereiro. Pela proposta, também ficará proibido o uso de gravações externas e montagens de imagem nos programas.

O texto, que está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), determina que o tempo de propaganda para deputado federal terá um acréscimo de dez minutos, em cada um dos dois períodos previstos para as inserções, tanto no rádio quanto na TV. O mesmo acréscimo deverá ser garantido para a propaganda de candidato a deputado estadual ou distrital.

O projeto, que altera a Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) também veda a utilização de gravações externas, montagens ou trucagens, computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais. Fica proibida ainda a veiculação de mensagens que possam degradar ou ridicularizar candidato, partido ou coligação.

Por que aumentar o tempo em TV e rádio e, ao mesmo tempo, tentar censurar o uso de ridicularização como ferramenta política?

O primeiro caso é porque as propagandas veiculadas em rádio e televisão podem ser manipuladas. Um programa eleitoral feito pelo próprio partido vai conter as informações que ele quiser que contenha, simplesmente isso. Ao mesmo tempo, a tentativa de censurar quem ridiculariza políticos é obviamente uma reação contra o fato de que petistas e seus aliados, em especial, vivem em atual situação vexaminosa, tornando-se alvos fáceis para se ridicularizar.

Pode parecer bobagem, mas esta proposta tem possibilidades reais de ser aprovada, pois é de interesse de boa parte da classe política. O humor, a ironia e a exposição ao ridículo são ferramentas importantíssimas na Guerra Política.

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6 COMMENTS

  1. CENSURA!

    Não permitir ridicularização é CENSURA!

    Na ditadura torturavam e matavam quem criticava o governo; o que quer esta deputada Vanessa Grazziotin, que vale lembrar já usou AUTISMO como motivo de piada, é uma releitura da ditadura militar, não permitindo LIBERDADE de criticar!

    PS: Uma dica, sempre lembrarem os podres que a pessoa já fez, e olha que é muito fácil. No caso desta deputada, é quando ela “xingou” um oponente de “autista”, como se autismo fosse um xingamento, desrespeitando famílias onde há autistas.

  2. Aliás, este é um ótimo shaming: Vanessa Grazziotin quis ridicularizar Ronaldo Caiado o chamando de AUTISTA, ou seja, achando que autismo é motivo de ridicularização!

    E agora quer proibir ridicularizações de políticos, pois afinal coitadinhos né, só podem ser ridicularizados POR ELA e de acordo com o que ELA acha que é ridículo: autismo.

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/05/apos-chamar-caiado-de-autista-vanessa-grazziotin-pede-desculpas.html

  3. Primeiro, que todos os partidos deveriam ter o mesmo tempo de tv, independente do tamanho do partido. Se houver reclamação o problema é deles, quem manda criar tantos partidos com as mesmas ideologias.

    Só isso provavelmente já faria com que os próprios políticos diminuíssem os partidos para conseguir um tempo mínimo e falar suas bobagens na tv e rádio. Enéas teria até se dado melhor se tivesse um tempo igual e não falar, três, quatro palavras e berrar meu nome é Enéas rss

    Segundo, não há motivos para censurar seja quem for, existe a justiça eleitoral e qualquer candidato que achar que está sendo ridicularizado pode pedir direito de resposta.

    Sempre vi partidos(principalmente da extrema) denegrir, diminuir, ridicularizar, acusar e nunca vi esses partidos quererem censurar quando estavam se dando bem, agora que o caldo engrossou vão ficar de mimimi?

      • Fazem isso em cima de candidatos específicos. Um partido lança um presidente e outros partidos que não tem um candidato fazem essa coligação (arrumar uma boquinha).

        Tem muita coisa por trás só nesse tempo igualitário que coloquei, a coisa é muito maior que apenas coligação.

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