Carlos Andreazza vivencia jogo sujo de seus pares no "3 em 1", que atacaram a liberdade de expressão de Trump

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Hoje eu voltava do escritório no fim da tarde e ouvia, pelo rádio, o programa “3 em 1”, da Jovem Pan, que tem a presença de Marcelo Madureira, Vera Magalhães e Carlos Andreazza.

Como se sabe, os dois primeiros, são a favor do esquerdismo globalista, mesmo que tenham se posicionado contra o governo de extrema-esquerda do PT. Já Andreazza é um direitista.

No vídeo abaixo, trazendo programa desta sexta, podemos ver, a partir dos 23 minutos (quando Donald Trump virou centro da discussão), como os esquerdistas jamais debatem, mas jogam sujo, a partir de truques e encenação. Fica a dica para Carlos Andreazza: aquilo não é debate; é metajogo.

Toda a atuação de Vera Magalhães e Marcelo Madureira, a partir dos 23 minutos, é digna de ânsia de vômito.

Ambos fizeram exatamente aquilo que Márcia Tiburi trata como método: usar o “acuse-os do que fazemos” em real time. Quer dizer, é como se um estuprador decidisse gritar que “estou sendo agredido” no mesmo momento em que pratica o estupro. O cinismo é de gelar o sangue!

Por exemplo, a dupla anti-Trump disse que o presidente deveria parar de usar o termo “fake news” contra a mídia, pois seria desrespeitoso. Mas foi exatamente a esquerda globalista que criou a narrativa das fake news para censurar os meios de comunicação alternativos, como o Breitbart. Vera disse que a mídia “não pode ser desrespeitada assim”, como se eles tivessem algum tipo de respeito ao criar a narrativa “da pós-verdade e das fake news”.

Daí, ela diz que a mídia é uma “instituição”, ou seja, buscando uma blindagem para sua profissão. Na verdade, a mídia é um serviço, tal como é a preparação de um sanduíche. Se alguém não gostar do molho do Big Tasty, pode reclamar, assim como rotular uma organização de mídia como fake news. Mas, autoritariamente, ela não quer que o rótulo seja utilizado contra a mídia que está mentindo sem parar contra Trump.

Outro absurdo foi quando a dupla anti-Trump reclamou que o presidente americano não respondia a perguntas de alguns jornalistas. Quer dizer: agora alguém é obrigado até a responder a perguntas ofensivas. Na verdade, qualquer um é livre para xingar algum repórter que pergunte “de que forma você matou sua mãe?” para alguém cuja mãe está Vivinha da Silva. Não faz sentido responder coisas assim. Se a mídia está lançando uma acusação contra Trump, que prove a acusação, e não o obrigue a responder questões complexas. (Aliás, uma dica da guerra política é jamais responder as questões complexas, que não passam de falácias embutida em questões).

Em resumo, ao contrário de tudo que Vera Magalhães e Marcelo Madureira disseram:

  • Faz parte da democracia alguém criticar a mídia, principalmente enquanto é criticado por ela. O que não se deve fazer é censurar a mídia. A crítica, por outro lado, é livre.
  • É parte do jogo usar o rótulo “fake news”, principalmente quando ele foi criado pelo oponente.
  • É direito de qualquer um não responder a uma pergunta que considere desonesta.
  • A mídia não é uma instituição, mas apenas um serviço. Por isso, pode ser criticado.
  • Se jornalistas se incomodam de serem rotulados como “fake news”, deveriam saber que existem pessoas atacadas pela mídia que também não gostam de receber rotulagens. Por que jornalistas precisam de direitos especiais?
  • Ficar contra o direito de alguém criticar a mídia e até deixar de responder a uma pergunta é autoritarismo, podendo descambar para o totalitarismo.
  • Perto do que a mídia fez contra Trump (chegando até a divulgar dossiê pornô falso), as respostas dele são até amenas. No lugar dele, eu mandaria tomar no cu.
  • Ou seja, todo o julgamento moral feito pela dupla anti-Trump é “fake” até a medula.

Creio que o decente Carlos Andreazza deve ter se sentido muito mal diante de tanto jogo. Ficou claro que, nessa parte do “debate”, ele chegou a perder a reação. Foi até ofendido. Enquanto isso, Marcelo Madureira e Vera Magalhães pareciam uma dupla de praticantes de bullying. Fiquei torcendo para algum momento em que Andreazza desmascarasse todos os jogos e esvaziasse o discurso da dupla, mas isso não aconteceu. Mas na audiência tinha gente que sabia que um jogo sujo estava sendo jogado, nem um pouco diferente das encenações que Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias faziam para defender Dilma.

Com todo respeito ao Carlos Andreazza, cujo trabalho admiro, este é o ultimato de minha parte para o programa “3 em 1”. Se for para ver jogos sujos no nível petista – praticados por Marcelo Madureira e Vera Magalhães – não sendo tratados como são (ou seja, jogos sujos), então para que assistir um programa que deveria ser de debates?

Desejo boa sorte ao Carlos Andreazza, e torço para que jogadas baixas nesse nível sejam desmascaradas em uma próxima oportunidade. A ideia original do programa até que é bem legal, mas, infelizmente, Vera Magalhães e Marcelo Madureira transformaram tudo em jogo psicológico rasteiro.

Assista, a partir de 23 minutos:

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14 COMMENTS

  1. Mais uma vez, digo que não posso deixar de repetir o que seguirá, todas as vezes em que surgirem oportunidades.

    Uma das definições de dicionário para o termo TRÁFICO é: “negociar com mercadoria FRAUDULENTA”. Assim, vender INFORMAÇÃO mentirosa/FALSA é NEGOCIAR com mercadoria FRAUDULENTA (“fake”).

    Então, os que se imaginam jornalistas e fazem isso, não passam de TRAFICANTES da INFORMAÇÃO. E as organizações da mídia, que abrigam esse tipo de gente, não são “instituições” coisa nenhuma; são sim, verdadeiras QUADRILHAS de TRAFICANTES da INFORMAÇÃO

    De resto, é isso que vêm fazendo todos os integrantes da mídia que professam as ideologias de EXTREMA ESQUERDA, pois ENGANAR os IDIOTAS sempre foi o “modus operandi” desse pessoal. É assim, por ser isso que lhes garante o que SEMPRE e SOMENTE buscam de forma DOENTIA: o PODER.

    • Gilberto Hauer, estou aqui aplaudindo em pé por 10 mimutos. Tirando o Andreazza, a linha de raciocínio é impressionante. No que tange à propaganda, o governo TEM VERBA DISPONÍVEL para promovê-la. Quando o Brasil 247, Carta Capital, Dilma boladona e afins, recebiam rios de dinheiro para essa propaganda (tráfico) estava tudo bem. Não houve necessidade, como disse a Vera, de uma roda de “pensadores” para debater e endossar as idéias.
      Vejo que a cultura do fake news ronda as terras tupiniquins.

  2. Sério? Jornalistas não gostam de serem chamados de “fake news”, o rótulo que ELES inventaram para aqueles que os chamam assim?

    Talvez pudéssemos combinar o seguinte: eles param de publicar fake news e nós paramos de chamá-los de “fake news”. Que tal?

  3. O Marcelo Madureira foi militante comunista, até hoje fala bem do Partidão e dos comunistas da época dele. Mais um esquerdista que se projetou na luta anti-PT, mas que agora mostra a verdadeira face, como o Reinaldo Azevedo.

  4. Não vi o vídeo.
    Mas acho que o problema é ser educado e respeito com quem não é e não merece.
    Esse negócio de tratar os outros como a gente quer ser tratado não funciona com essa gente.
    Tem que tratá-los como nos tratam, como merecem.
    Esse Madureira é outro que me causa náuseas.

  5. A partir dos 23 minutos entra em cena a dupla Magalhães-Madureira; ou numa palavra-ônibus : Magalheira. Metade Mágoa, metade barulheira! Completos sem-noção. Madureira chega ao ápice ao dizer que Trump conspurca a cadeira em que se sentou o nobilíssimo Bill Clinton, esquecendo-se de que essa mesma cadeira precisou ser trocada, dadas as manchas de proteína deixadas pelo basttião da moralidade democrata no episódio Mônica Levinski. Episódio aliás que quase resultou no impeachment do varão. É provável entretanto que o decadente comediante estivesse apenas tentando ser espirituoso e fazer graça. Definitivamente nāo está envelhecendo bem!

  6. Madureira já foi acertadamente definido como ”Sibá Machado” tucano pelo Alexandre Borges; não creio que alguém com um pouco mais de conhecimento dê alguma importância a metralhadora de sandices que este sujeito tem na boca. A Vera ainda tem um mínimo de credibilidade por ser supostamente uma jornalista séria. Definitivamente a imprensa brasileira ainda precisa ser bastante atacada pra parar com seus jogos sujos.
    No mais, esse programa só mostra a total inutilidade de se tentar um debate com esquerdista; na falta de argumentos, eles tentam ganhar no grito, ofender o opositor e coisas do gênero.

    • Eu acho que o Andreazza já mostra o seu valor só com o contraste frente aos 2. Ele é muito melhor que os outros, e o público do canal reconhece isso. Olhem só os comentários nos vídeos de youtube. Às vezes a gente idealiza as pessoas, querendo a resposta sagaz em real time. Isso não existe! O Andreazza joga muito bem o jogo no 2×1!, digo, 3 em 1.

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