Setor de imprensa teve dura queda nas vendas em 2016, e sabemos os motivos

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o segmento Livros, Jornais, Revistas e Papelarias foi o que sofreu mais queda na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

Em parte, sabemos, a própria internet e as mídias alternativas já causam esse impacto. Tem sido cada vez mais raro pessoas comprarem revistas, jornais e conteúdo impresso de forma geral, e isso porque a facilidade de se ter um gadget para leitura, ou de se usar o smartphone, realmente substitui para muitos a necessidade que se tinha antes de ler material físico.

No entanto, há também outra razão para que 2016 tenha sido o ano de maior queda no setor: as fake news. A grande mídia passou o ano passado inteiro mentindo de forma escancarada para as pessoas, e não só no Brasil. As matérias na época em que os britânicos discutiam o Brexit, ou mesmo a própria cobertura do plebiscito em si, foram tão extremamente mentirosas que causaram irritação em muitos. Tenho um amigo que mora na Inglaterra há alguns anos e ele me informava, na época, a quantidade de mentiras que chegavam até aqui através da imprensa. Foi algo simplesmente ridículo!

Vimos o mesmo acontecer com a cobertura do processo de impeachment. Jornais como Folha de São Paulo, UOL e Globo ocultaram fatos sem o menor pudor. Vimos o mesmo, também e principalmente, na cobertura das eleições americanas. O que houve na imprensa em todo aquele período não chegou nem perto de jornalismo, era apenas propaganda pró-Hillary e anti-Trump.

Esse revés é fácil de entender, pois as pessoas se sentiram enganadas. Enquanto publicavam mentiras descabidas contra Trump, as pessoas iam na internet e viam a verdade, viam vídeos sem edição do Jornal Nacional, viam outras opiniões, e então elas começaram a perceber que a mídia não agia com a honestidade desejada. É natural que a perda de confiança no setor tenha contribuído fortemente para as quedas nas vendas.

Você até pode ler a Folha de São Paulo gratuitamente na internet, mas certamente não irá pagar para ter um conta no site e muito menos comprar o jornal impresso. Para quê alguém faria isso?

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3 COMMENTS

  1. A versão impressa da Folha de S.Paulo ainda poderia servir como quebra-galho à noite, numa emergência de falta de papel-higiênico. Mas nem para isso presta, dada a péssima qualidade do papel. Se melhorassem a granulação poderiam fazer uma campanha publicitária do tipo : “Folha de S.Paulo, 1001 utilidades”; “Folha de S.Paulo, sustentável e biodegradável”; Folha de S.Paulo, informação para cabeça e higiene para o fiofó”; “Folha, a Verdade da vida pública e da privada”

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