Casal Obama poderá ter biografia autorizada, ou seja, propaganda. Quando vamos começar a desconstruí-los?

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Apesar de todas as mais absurdas atrocidades feitas por Barack Obama em seu governo, considerado pelos próprios americanos como um dos piores da história, o ex-presidente e sua esposa ainda gozam de alta estima e apoio entre certos setores, especialmente no meio artístico, televisivo e empresarial. De acordo com o G1, há uma editora querendo comprar os direitos para produzir uma biografia do casal.

“O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e sua mulher, Michelle, assinaram um acordo editorial de valor recorde com a Penguin Random House, que prevê um livro de cada um – de acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira (28). Segundo o jornal Financial Times, a editora, que não falou em números, teria oferecido mais de US$ 60 milhões para garantir os direitos de ambas as obras. Se esse montante for confirmado, será um dos contratos mais lucrativos da história”, informa o G1.

Em dezembro do ano passado foi lançado o filme “Michelle e Obama”, que conta a história do casal de forma romantizada. Agora teremos, ao que tudo indica, uma biografia autorizada. Para que fique claro, qualquer um pode fazer uma biografia sobre figuras públicas, o que muda é que uma biografia autorizada é aquela que o objeto de estudo da biografia autoriza o biógrafo a publicar. Na prática isso significa, geralmente, que somente os fatos que interessam ao biografado vão ao público, e também significa, por óbvio, que tudo tende a ser mais uma propaganda do que um relato dos fatos.

No último mês de novembro escrevi, aqui, sobre a importância de começarmos a desconstruir a imagem do casal. O cenário, hoje, é ainda mais claro. É provável que Obama e sua esposa continuem ativos na política e também é possível que Michelle, no futuro, venha a ser candidata para algum cargo importante, talvez o de embaixadora de alguma coisa, ou até mesmo o Senado. Não é comum nos EUA que ex-presidentes voltem ao Congresso, mas isso também não é de se descartar.

Segundo o Amendment XXII, da Constituição dos EUA, um ex-presidente que já tenha cumprido dois mandatos não pode cumprir um terceiro, em hipótese alguma,  mas ainda pode compor uma chapa como vice. O que impediria Obama de vir a ser o vice-presidente no futuro, em uma chapa composta com outro nome forte de seu partido? Temos que pensar esse tipo de coisa e levar as hipóteses a sério.

O casal Obama continuará agindo na política, seja de modo direto ou indireto. Barack ainda é um grande nome dentro da política americana e, apesar de tudo, saiu do poder de cabeça erguida e com relativa tranquilidade. Embora os americanos não tenham aprovado seu governo, ele é internacionalmente o queridinho da imprensa, e sua esposa também faz parte do pacote. É urgente que a direita, em especial a direita americana, comece a trabalhar em sua desconstrução de forma intensa, porque se não o fizer poderá ter novos problemas no futuro.

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