Financiamento público tem de ser derrubado junto com voto em lista fechada

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Durante entrevista a Roberto D’Avila, na GloboNews, Temer defendeu que a aprovação do financiamento público de campanha, na reforma política, teria que estar vinculada à lista fechada de candidatos. Por sorte, ele se posicionou contra o golpe da lista fechada.

Ele disse: “O dinheiro público só pode se juntar à ideia de uma lista de candidatos. O dinheiro vai para o partido. Mas eu senti que há muita resistência a isso. A levar-se adiante a ideia de um fundo público, ele só pode se destinar a partidos e não a candidatos”.

É engraçado que quanto mais os influenciadores centristas e direitistas falam de aspectos técnicos, menos abordam o projeto de poder envolvendo a aprovação de cada medida. Neste sentido, são crianças diante das pessoas politicamente adultas da extrema-esquerda.

Vamos esclarecer essa bagunça.

A extrema-esquerda quer unicamente controlar o dinheiro para manter o poder. Por isso, pede o financiamento público de campanhas, proibindo o financiamento empresarial, mas apenas em um momento histórico no qual as empresas já não querem mais doar para partidos como PT, pois isso levou vários deles para a cadeia.

A partir desse momento, a extrema-esquerda definiu: “tem que ser financiamento público e fim de papo”. Todos caíram na conversa, feito patinhos.

Alguns dizem que existem políticos de direita que “concordam com o financiamento público” (e até pedem mais), mas estes só o fazem por capitularem de novo para a extrema-esquerda.

Seja lá como for, existindo o financiamento público (com proibição do financiamento empresarial), surge a demanda pelo voto em lista fechada, que novamente atende principalmente à extrema-esquerda.

Já me lembraram que Ronaldo Caiado defende o voto em lista fechada, mas, de novo, ele só faz isso por ter capitulado para a extrema-esquerda.

O financiamento público significa restrição de recursos para os adversários da extrema-esquerda, sempre lembrando que esta tropa possui recursos ilimitados para campanha, como a doutrinação escolar, o uso da Lei Rouanet e daí por diante.

O voto em lista fechada significa uma escolha dos políticos por parte do partido, e não por parte dos eleitores. Mas, como sempre, a extrema-esquerda é mais organizada em torno de projetos de poder.

Por isso, a extrema-esquerda sempre se organizará em bloco, enquanto partidos como PMDB irão manter políticos como Roberto Requião e Kátia Abreu, que hoje são praticamente petistas inseridos no partido para quebrar o galho da extrema-esquerda, em suas fileiras.

Imagine um momento em que um candidato de extrema-esquerda chegue ao poder e defina que o PSDB e o PMDB devem ter cerca de 80% de políticos petista infiltrados? Bastaria para isso usar o poder econômico estatal para definir quem está na lista dos partidos “inimigos”, não?

Em resumo, voto em lista fechada e proibição de financiamento empresarial (com ampliação de financiamento público) significa ficar de quatro para a extrema-esquerda. De que terá adiantado tirar Dilma se tolerarmos leis eleitorais que só servem para devolver o poder para a extrema-esquerda e prover a tais agremiações o poder de criarem, de vez, uma ditadura em estilo venezuelano?

É hora de lutar. De verdade.

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2 COMMENTS

  1. Cabe aqui adicionar: com lista fechada, Dilma volta ao cenário político em tempo recorde. Basta colocá-la na lista.

    Aliás, pode até ser uma forma de burlar a lei da ficha limpa, já que o candidato é inelegível, mas não existe legislação sobre o candidato ser colocado em lista, já que é o partido que será eleito.

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