Congresso tem até setembro para dar golpe da lista fechada para 2018. Dá tempo para lutarmos contra…

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A reforma política já inclui uma proposta de golpe para implementar a lista fechada, requisição da extrema-esquerda para controlar as eleições e definir as listas de partidos “adversários”.

Porém, uma lei eleitoral só pode ser aplicada se for criada um ano antes das eleições. Assim, o golpe da lista fechada precisa ser votado e sancionado em setembro para ser aplicado nas eleições do ano que vem e já conseguir turbinar as votações de partidos como PT, PCdoB e PSOL.

Um truque utilizado pela extrema-esquerda é incentivar alguns parlamentares de partidos como DEM e PSDB a dizerem que precisam do voto em lista fechada pois “estão sem alternativa depois da aprovação do financiamento público”, mas foram os próprios parlamentares que permitiram o golpe do STF quando este proibiu o financiamento empresarial. Bastaria que na época (em setembro de 2015) eles tivessem sepultado o financiamento público e aprovado, via PEC, o retorno do financiamento empresarial. No fundo, tudo é capitulação dissimulada para a narrativa do trio PT, PCdoB e PSOL, que anseia por controlar as eleições.

Um dos riscos de termos a lista fechada é o uso do poder para definir as listas dos outros. Me comentaram: “ah, mas quem tem o poder é Temer, que está em confronto com o PT”. Nada disso. A maior parte do poder ainda está com o PT, que tem todo o orçamento da Educação e boa parte do orçamento da Cultura para utilizar a seu favor. Ainda existe a grana dos sindicatos, garantida pela lei fascista que nos força a pagar imposto sindical, alimentando uma maquina multibilionária de poder.

Daí é só fazer as contas: orçamento da Educação + orçamento da Cultura + grana dos sindicatos. Quem acredita que PT e seus sicários não utilizarão boa parte dessa verba para definir as listas de alguns de seus “adversários”?

Aliás, hoje temos duas narrativas sobre a rejeição ao voto em lista fechada:

  1. Devemos rejeitá-lo, pois ele atende aos interesses da classe política como um todo
  2. Devemos rejeitá-lo, pois ele atende aos interesses dos partidos da extrema-esquerda, que são os piores interesses possíveis.

A meu ver, uma boa parte das pessoas de direita adotou a narrativa (1), mas eu tenho argumentado que a narrativa é bem menos próxima da realidade do que a tese (2), muito mais factível.

Para resolver o problema é simples. Já devem ser feitas as pesquisas para 2018 com base na lista fechada. A partir daí, podemos avaliar se isso vai causar aumento de bancada da extrema-esquerda ou não. Quem quer apostar que isso não aumentará a bancada da extrema-esquerda?

O que importa é que temos muita luta daqui até setembro para impedir que essa barbárie seja implementada.

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