CNBC pede para que Facebook aprenda a "combater fake news" com a ditadura chinesa

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Dando mais uma amostra de que esse “combate às notícias falsas” é só um pretexto para perseguir opositores políticos, um artigo da CNBC sugere que o Facebook deveria aprender “uma ou duas coisas” a respeito do combate às “fake news” com o governo chinês, uma das ditaduras mais resistentes da história moderna.

A China é até hoje um regime totalitário, algo que deixa até Nicolás Maduro em posição desfavorável no que tange a ser um tirano. A alegação da CNBC foi feita em um artigo no qual eles trazem uma entrevista com Charles Chao, CEO da empresa chinesa de mídia Sina.

Chao diz que todo o esforço deles é focado em “qualidade da informação”, e jamais em eliminar as opiniões da divergência política. Uma alegação tão verdadeira quanto histórias de lobisomem e feijões mágicos. Chao contou que as companhias chinesas têm tratado as “notícias falsas” muito antes do tópico se popularizar no Ocidente. Mais: ele diz que há cinco anos eles já marcam o que é “notícia falsa” ou não.

Obviamente, Chao nega que existe qualquer forma de censura política em sua plataforma, o que sabemos que é mentira. A China é conhecida justamente por controlar tudo que seus cidadãos acessam na internet, e toda a informação que circula no país é manipulada ou simplesmente controlada pelo Estado. Quem consegue acessar informações livres tem de fazê-lo clandestinamente.

Está mais claro do que nunca que essa narrativa das fake news é parte da terceira onda de totalitarismo. A imprensa mainstream perdeu espaço e credibilidade, e ela o fez por conta própria. Agora pretende controlar o conteúdo que as pessoas acessam na internet, colocando o rótulo de “fake” em todos que discordarem dos nada imparciais editores das redações dos jornais nacionais e internacionais.

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