Três razões (e mais uma) pelas quais a chapa Dilma-Temer não será cassada no TSE

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O site Implicante escreve, sobre o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE:

Eis um caso que de certa forma resume a bagunça brasileira.|

Vejamos: logo após as eleições de 2014, o PSDB moveu ação para cassar a chapa vencedora, alegando ilegalidades na campanha. Em meio ao processo, a presidente eleita sofreu impeachment, o vice assumiu e então o PSDB, autor da demanda, passou a integrar o governo.O que temos hoje? Os tucanos não querem que seu adversário no processo perca a ação. Michel Temer, por óbvio, também não quer isso. E o PT, por mais que deseje a queda do atual presidente, igualmente não deseja tal derrota porque jogaria o próprio partido – e a ex-presidente – numa situação terrível.

Sim, nenhuma das partes quer a condenação. Mas há os juízes, é claro. Então, mais fatos:

1 – O marqueteiro de Dilma (e Lula) e sua esposa fecharam delação premiada na Lava Jato e, com isso, eles deverão prestar depoimentos também ao TSE, incluindo tais informações;

2 – Diante disso, considerando o “esticamento” de tudo, dois juízes sairão da corte e serão substituídos por outros nomeados por Temer;

3 – A própria Dilma, em entrevista, ajudou a salvar a pele do atual presidente, declarando que a responsabilidade objetiva das contas era mesmo do comitê central.

Portanto

O caso ainda demora para ser julgado e, quando o for, prevalecerá a tese da “estabilidade institucional”, considerando sobretudo o pouco tempo restante de mandato. Sem contar, claro, o auxílio luxuoso da tese da Dilma, de que seu vice não teria controle sobre as contas.

Encaremos a realidade, é o que acontecerá.

Há um quarto item a ser adicionado nessa lista.

O fato é que Dilma sempre andou dizendo por aí que “Temer não tem voto”. Logo, ela teria sido eleita sozinha, e portanto Temer não pode fazer parte de sua chapa. Evidentemente, Dilma bate de frente com a legislação, mas o que importa é o que ela está declarando no momento de definir se os dois foram eleitos juntos ou não.

Uma vez que ela declara que “ela tem voto, mas Temer não”, as campanha precisam ser separadas, e isso é um argumento com o qual os advogados de Temer poderiam se divertir bastante.

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