Uber já esnobou programa de direita e agora tomou tunda da extrema-esquerda

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Alexandre Borges comenta:

É verdade, o pessoal do Uber se recusou a dar uma entrevista para o Contexto em 2015, meu podcast com Felipe Moura Brasil e Bruno Garschagen, porque o programa foi avaliado pela área de comunicação da empresa, segundo soubemos depois, como “extrema-direita”.

Traduzindo: colocaram na comunicação gente de esquerda porque, claro, o que importa é a economia e basta criar um serviço que o consumidor goste para que magicamente o estado pare de encher a paciência e atrapalhar. Parabéns!

Claro que uma entrevista para meu podcast não mudaria a situação, mesmo sendo líder de audiência na iTunes Store Brasil na época, mas é um sintoma da maneira como grande parte dos empresários e executivos brasileiros (e muito liberal-toddyinho) despreza a guerra de narrativas, ao menos até o estado entrar chutando a porta da sua empresa com apoio da imprensa e de parte da opinião pública.

Não há um único dia que a livre iniciativa não seja demonizada nos jornais e telenovelas globais, mas muitos gênios liberais do país, seguindo a mesma estratégia do governo militar, consideram que basta ajustar a economia que o Brasil vira Hong Kong.

A culpa do que aconteceu ontem é da política cartorial e atrasada do Brasil, em parte sustentada e suportada por liberais cabeça-de-planilha, gente tacanha e míope de inspiração tecnocrata e positivista, e o resultado infelizmente está aí, mais uma vez.

Perdem os consumidores, perde o país, perde o jovem e ainda pequeno movimento liberal brasileiro. Continuamos lutando, apesar de tudo.

Há poucas coisas mais irônicas do que isso.

O Uber comprou a narrativa da extrema-esquerda – que aqui no Brasil rotula seus oponentes como “de extrema-direita” – e foi esganado por aqueles a quem paparicaram.

Essas ironias sádicas apimentam ainda mais o jogo político, embora lá na frente provavelmente a legislação fascista do PT será derrubada.

O “case” de fracasso do Uber fica aí para todos nós lembrarmos os empresários de que eles precisam se aliar à direita para derrotar a extrema-esquerda. Senão, a extrema-esquerda fará com os empresários aquilo que vemos nessa cena do filme “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”:

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