Depois de manter secretário pró-doutrinação, Doria será atacado pelo PT nas escolas

7
84

Após o balanço de 100 dias do governo Doria em São Paulo, a bancada petista decidiu fazer ações na porta das escolas municipais para propagandear aos pais de alunos sobre cortes em programas como o Leve Leite e no Transporte Escolar Gratuito (TEG). A primeira ação deverá ocorrer já nesta quinta-feira, 13.

“Vai ser o ‘PT na Escola’. A gente vai distribuir material produzido pela bancada que mostra o corte do Leve Leite para quase 700 mil crianças e vamos aproveitar para iniciar a coleta de assinaturas em um grande abaixo-assinado para o prefeito devolver o leite das crianças. A ideia é que a gente possa mobilizar os pais e mães”, disse o presidente municipal do partido, vereador Paulo Fiorilo. As informações são do Estadão.

O partido utilizará o mote “prefeito, devolva o leite das crianças”. Paulo Fiorilo diz: “A ideia é que a gente possa dialogar com os pais e as mães que estão levando seus filhos e que perderam esse benefício tão importante nesse momento. Portanto, é um debate externo. Se haverá outros, com posições conservadoras, de direita, retrógrados, não sabemos. Mas nós vamos fazer a defesa do que a gente acha que é legítimo que é a política de distribuição de leite”.

Como eu avisei anteriormente, a manutenção do Secretário da Educação pró-doutrinação Alexandre Schneider iria complicar a possível candidatura de Doria para 2018.

Senão, vejamos o que vai acontecer. Schneider não poderá se insurgir contra os petistas por irem fazer propaganda nas escolas da mesma forma que se posicionou de modo autoritário e ilegal contra Fernando Holiday por ter feito visitas previstas de acordo com sua função. Mas por que Schneider não poderá fazer isso? É que se o fizer, ele perderá o apoio do PT, PSOL e PCdoB, que são os partidos que exigem a manutenção da doutrinação. Assim, o secretário da Educação de Doria terá que usar o duplo padrão para amolecer para os petistas (enquanto engrossou contra Holiday) e assim deixá-los visitar as escolas como eles quiserem.

Enquanto isso, os petistas utilizarão isso para mostrarem, até tripudiando, que “nós podemos, e eles não”. Isso pode minar a reputação de Doria perante o eleitorado anti-PT ou de direita. Se o “nós podemos, e eles não” servirá para petistas tripudiarem e mostrarem que “mandam no pedaço”, ao mesmo tempo pode ser utilizado de forma reversa no formato “nós não podemos, mas eles lamentavelmente sim” para que muitos da direita fiquem desanimados com Doria.

É uma sinuca de bico. Schneider precisa atender aos grupos dependentes da doutrinação, pois, sem o apoio desses grupos, cai. Mas a manutenção de Schneider no cargo só tem a abalar a reputação de Doria perante o seu eleitorado. Vamos ver no que isso vai dar.

Anúncios

7 COMMENTS

  1. Eu pensei que a discussão seria a respeito da postura do prefeito, pouco importa se ele vai perder pontos na política ou não….
    A questão é: esse é o político que os cidadãos de bem, não esquerdistas terão como opção ao palácio do planalto? Nossa melhor opção contra a venezuelização do país é esse senhor que nomeou um secretário de educação pró-doutrinação ideológica esquerdista, um dos problemas (se não o problema) mais grave em nosso país atualmente?

  2. Eu não entendi a atitude do Doria mantendo este secretário da educação comprometido com tudo que o eleitorado dele mesmo abomina. Tiro no pé.

Deixe uma resposta