10 pistas para identificar um censor na era da pós-liberdade

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Pós-liberdade é o nome que podemos definir como a terceira onda de totalitarismo, que visa atacar divergentes políticos principalmente pela via da censura na Internet.

Na primeira onda (de perfil stalinista), havia a censura formal e oficializada, pela qual as pessoas sabiam que eram censuradas. A segunda onda se define como “censura sutil”. É muito praticada hoje na China e na Rússia, e em larga escala em países bolivarianos, como Venezuela, Equador, Uruguai e Bolívia. É o tipo de censura que o PT tentou implementar no Brasil sob a narrativa de “regulação econômica de meios”. Na segunda onda de totalitarismo, o Estado controla economicamente os meios, e utiliza anúncios estatais para direcionar conteúdo, além de poder exercer outras sanções (como evitar que um meio adversário adquira papel, como faz Nicolas Maduro).

A terceira onda começou no fim de 2016, após a vitória de Donald Trump e do Brexit. Órgãos ligados a George Soros definiram o esquema. Passariam a dizer que vivemos “na era da pós-verdade”, e que “tínhamos que resolver o problema das fake news”. Por isso, eles propõem controles para censurar conteúdo adversarial na Internet. Observe que a terceira onda de totalitarismo é mais dissimulada que a segunda onda, que por sua vez era mais dissimulada que a primeira.

Abaixo estão 10 pistas de que você está diante de um censor na era da pós-liberdade, contra a qual teremos que lutar. Vejamos os 10 comportamentos principais dos censores:

(1) Se define como “promotor e controlador da verdade”

Aqui não significa apenas que alguém está denunciando as notícias falsas de um oponente. Donald Trump fez isso brilhantemente ao denunciar as notícias falsas de órgãos como CNN, NY Times e outros. Isso não define alguém como “promotor e controlador” da verdade. Isso é definido pela união do constrangimento de oponentes (pela acusação de fabricação de “notícias falsas”) com a requisição por controle. É aí que a pessoa se define como um “controlador da verdade”. É o mesmo método já conhecido por quem leu “1984” de Orwell. O principal órgão de falsificação da realidade era o Ministério da Verdade, do Estado totalitário. Não difere do comportamento dos novos censores.

(2) Usa a narrativa da “urgência” para o controle

A mainstream media é especialista em destruir vidas. Fazem isso por motivos como sadismo e busca de manchetes. Eles destruíram a vida dos donos da Escola Base nos anos 90. Conseguiram demolir a vida de Daniele Toledo, que foi presa sob a falsa acusação de ter matado a filha com cocaína. Nos Estados Unidos, inventaram a famosa mentira “hands up, don’t shoot” após a morte de Trayvon Martin para estimular destruição de cidades e diversos crimes de revolta. Os casos de mentiras da mainstream media são infinitos e agora estão sendo catalogados. Mas mesmo assim, o novo censor diz que “agora” (principalmente depois da vitória de Donald Trump e do Brexit) se tornou urgente conter as notícias falsas. Não é no mínimo suspeito que a urgência tenha aparecido somente agora?

(3) Promove o uso de mentiras sistematizada

A técnica utilizada pelos novos censores é a adoção do famoso método “acuse-os do que fazemos”. Para simular os dois padrões acima, é preciso mentir como um mitômano. Quando estiver diante de um novo censor, mantenha o sangue frio, pois eles mentem em quantidade capaz de confundir qualquer um.

(4) Persegue os outros politicamente

Observe o comportamento dos novos censores e normalmente você os verá envolvidos em perseguição política de opositores. Muitas vezes o farão por simples divergência política. É claro que um novo censor não é identificado apenas pela prática de perseguição política, pois essa é uma atitude disseminada na política. Mas, junto aos demais fatores, a prática da perseguição política é um indício a mais de que você está diante de um novo censor.

(5) Não possui senso moral

Para ter escondido todas as mentiras da grande mídia (como as crueldades que já vimos) e sair pedindo “proibição de sites independentes” que nem de longe provocam o mesmo dano é preciso não ter moral alguma. Para proteger órgãos da grande mídia especializados em mentir, é preciso estar despido de qualquer senso moral. Geralmente, o novo censor comporta-se feito um psicopata, motivo pelo qual é preciso reforçar a necessidade de sangue frio no momento de lidar com eles.

(6) Joga o mais sujo jogo de rótulos e adota a vagueza intencional

Todos os critérios para o novo censor definir o que é “notícia falsa” ou “aqueles que devem ser combatidos” serão propositalmente vagos. Isso não é erro de metodologia, mas um método. A vagueza permite que o termo seja utilizado de modo elástico unicamente para atacar oponentes. Assim, veremos os novos censores se declarando como pessoas que “lutam contra o ódio” ou “pelos direitos humanos”, mesmo que usem discurso de ódio e violem os direitos humanos em muitas de suas ações. Mas como eles definem um praticante de “ódio”? É simplesmente alguém que deles discorda.

(7) Pertence à esquerda vigente ou ao menos a representa

Nos Estados Unidos, a esquerda vigente é representada por Barack Obama e Hillary Clinton, e não tanto por Bernie Sanders. São serviçais de gente como George Soros. Porém, no Brasil,  esquerda vigente é representada pela extrema-esquerda de partidos como PT, PCdoB, Rede, PDT e PSOL. Assim, quando você visualizar um novo censor, busque ver suas alianças e quais os partidos e intelectuais com os quais ele se relaciona. Normalmente ele estará associado à esquerda vigente. Outra dica é buscar associações com a Open Society Foundation, de George Soros, que financia a esquerda vigente por todo mundo.

(8) Ataca órgãos independentes em nome da mainstream media

O novo censor ataca principalmente órgãos independentes, isto é, aqueles que não recebem verba de anúncio estatal. Vale notar que a blogosfera petista se notabilizou por receber muitos anúncios estatais na era Lula-Dilma. A grande mídia recebe verbas de estatais a rodo. Isso com certeza prejudica sua independência. Já os pequenos blogs independentes no máximo recebem verba de Adsense e correlatos. Isso os torna independentes, em certa parte, do grande poder. Mesmo assim, os novos censores perseguem esses pequenos órgãos de mídia para beneficiar a mainstream media, que, como vemos, já destruiu muito mais vidas com notícias falsas do que fizeram os pequenos órgãos.

(9) Simula falso apartidarismo

Há duas formas de jogar o jogo do isentão. Uma é inconsciente e estúpida. Outra é inteligentíssima e malandra. Neste caso, alguém finge ser apartidário quando não é. Por isso, um novo censor mais hábil normalmente buscará identificar notícias falsas de “ambos os lados”. O que ele vai esconder de você é que ele está sendo muito mais crítico com o oponente e condescendente com aquele ao seu lado. É assim que ele converterá uma metáfora de Trump em uma “mentira” e uma mentira de Hillary será “esquecida” de sua análise. Quando ele vier com a listinha de notícias falsas, aparecerá com uma “contagem” maior de seu oponente, e menor de seu aliado. Claro que a contagem de seu aliado não será igual a zero, pois isso daria muito na cara. Ele precisa dissimular e fingir que “avalia os dois lados”. Esse é o jogo do falso isentão, que configura a simulação de falso apartidarismo. É a essência dos “fact checkers” da esquerda.

(10) Faz discursos padronizados e repetidos

Fica a clara impressão de que os discursos proferidos pelos novos censores parecem sair de uma linha de produção, atendendo sempre a um conjunto de padrões. Por exemplo, quando a mainstream media fala sobre o “problema das notícias falsas”, geralmente começam o texto dizendo que “a palavra do ano de 2016 foi pós-verdade, escolhida pela Oxford”. Isso é um padrão de discurso, que busca fazer o apelo à autoridade e enganar a plateia. Essa repetição de padrões demonstra falta de espontaneidade na abordagem “contra as notícias falsas”.

Como usar o checklist?

Agora é simples. Comece a observar as pessoas que vierem falar “do problema das notícias falsas”. Sobre elas, aplique o checklist acima. Se você encontrar cerca de 6 ou 7 padrões, dentre os 10 acima, no comportamento de alguém é batata: você está diante de um novo censor. O objetivo dessa pessoa é tirar tua liberdade para que os modelos totalitários de poder que ela apoia possam te esmagar. Essa é a luta: contra os novos censores.

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2 COMMENTS

  1. A reportagem do domingo espetacular da record sobre noticias falsas cai como uma luva nessa check-list. é até curioso as mensagens subliminares que colocam nessas propagandas, como o fato de Trump ter vencido as eleições graças a ajuda de noticias falsas. Também fizeram criticas a mídia “copia e cola”, mas esqueceram (omissão é muito importante para eles) de avisar que eles fazem parte desse tipo de mídia. A guerra do Iraque foi causada por notícias falsas, então a mídia tradicional sempre será a pior de todas.

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