Quatro táticas para solucionar a treta: impeachment, parlamentarismo, intervenção ou revolução

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A situação definitivamente escalou após o fim do julgamento barbante no TSE, que era uma farsa desde o início. A coisa complicou depois que a presidente do STF, Carmen Lucia, e o PGR, Rodrigo Janot, apontaram o dedo para o presidente Temer dizendo que ele “usou a ABIN”. Bem, se a coisa chegou nesse ponto, as instituições perderam todo o valor. Ou eles provam o que dizem e Temer vai para a cadeia, ou eles não provam e se complicam, também merecendo ir para a cadeia.

Enfim, já entramos em um sistema de treta total, que não se resolve mais com a saída de Temer, e continuará caótico se ele permanecer.

Que alternativa teríamos? Falaremos de quatro:

(1) Impeachment

É a melhor e mais legal das alternativas. Já foi utilizada duas vezes, contra Collor e Dilma. Os processos transcorreram normalmente, com um tanto de tensão, mas tudo seguiu o processo legal. O STF chegou a atazanar um tanto o processo contra Dilma (já que a maioria da Corte é nomeada por petistas), mas, no fim, tudo se resolveu.

(2) Parlamentarismo

Passa a ser uma solução interessante, pois aí poderíamos derrubar presidentes sempre que quisermos (ou tivermos energia para tal). Não seriam necessários processos de impeachment, que são desgastantes.

(3) Intervenção militar

Neste caso, o Exército toma tudo e prende dezenas. O Congresso seria fechado e o presidente exilado. É uma solução de risco e não é recomendável em termos constitucionais, mas aí o Exército poderia encomendar outra constituição.

(4) Comitê revolucionário

Similar ao item anterior, com a diferença de que uma força paramilitar tomaria o poder. Seria como aconteceu em Cuba e China. O problema é que a extrema-esquerda domina melhor este tipo de estratégia, e muito provavelmente teríamos um regime comunista.

E aí, quais são suas alternativas?

Já adianto que julgamentos barbantes de TSE parecem não funcionar. Pedidos de “renúncia” também são frágeis, uma vez que eles poderiam significar que o requerente pelo impeachment não tem provas suficientes para derrubar o oponente. Pedir renúncia é uma capitulação ao pedido de impeachment.

Claro que nenhuma das quatro opções pode ser acionada e, como já dito, aí continuamos sob a treta total, seja com saída de Temer ou sua manutenção.

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