Extrema-esquerda pode usar tragédias da “Baleia Azul” como pretexto para censurar oposição

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É evidente que cada suicídio promovido pelo jogo “Baleia Azul” é uma tragédia. Mas tragédia maior é ver que a extrema-esquerda não está nem um pouco interessada nas vítimas, mas em obter um pretexto para censurar os outros.

Leia texto de Lauro Jardim:

Os sites que promovem o jogo suicida da baleia azul poderiam ser bloqueados se a Câmara não tivesse interrompido a tramitação do projeto de lei que cria regras para o bloqueio de sites que cometam crimes cibernérticos. O projeto dá ao Judiciário o poder de bloquear sites que pratiquem crimes com penas acima de dois anos de reclusão (tráfico de armas, tráfico de drogas, pirataria etc.). No caso do Baleia Azul, o Código Penal diz que crime de induzimento ao suicídio prevê exatamente pena mínima de dois anos.

Recentemente vimos o site JornaLivre (do amigo Roger Scar) ser levado à Delegacia de Crimes Cibernéticos apenas por ter dito que Gilberto Dimenstein tem um boteco. Daí o JornaLivre mostrou o CNPJ do boteco, comprovando que de fato ele tinha um boteco. Foi quando Dimentein teve que recuar e dizer que tinha mesmo um boteco, mas que não era “apenas um boteco”.

Ou seja, vemos diariamente coisas que não são crimes sendo tratadas como “crimes cibernéticos” unicamente para fins de censura. Os tais “crimes cibernéticos” são definidos de forma propositalmente vaga para dar margem exatamente ao ativismo jurídico e ao jogo político.

Assim, fica claro já tem gente que está querendo utilizar o jogo da Baleia Azul para censurar opositores. O pretexto é “punir sites que cometam crimes cibernéticos”. Mas o que seriam “crimes cibernéticos”? Dar opiniões que o establishment não gosta, oras.

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