Com fim do imposto sindical, os pelegos que usam rolex vão se complicar

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Por 296 votos a 177, foi aprovada a reforma trabalhista na Câmara. O texto agora segue para o Senado. Como o governo precisava de 257, o resultado foi bem satisfatório.

A parte mais importante da reforma inclui a extinção do imposto sindical obrigatório. Com isso, o pagamento passa a ser facultativo.

A mudança é fundamental, pois com isso o trabalhador passa a contribuir de verdade, e não apenas ter seu dinheiro retirado coercitivamente para questões sindicais.

Com isso, ele vai escolher para quais sindicatos vai contribuir. Sem o valor obtido via coerção (e agora de forma voluntária), o sindicato terá que prestar contas a ele, e não mais agir tanto como pelego de governos totalitários, como aconteceu na relação entre órgãos como CUT e o PT.

Sindicatos que recebem imposto obtido via coerção não precisam atender os trabalhadores, pois estes não tem escolha (são obrigados a pagar). Com a contribuição voluntária, toda essa relação de forças muda. O trabalhador passa a ter força e começa a exigir resultados reais de sindicatos.

A partir da agora, assistir pessoas como Vagner Freitas, da CUT, andarem com roupas de luxo e usarem relógios Rolex será algo visto com mais revolta pelos contribuintes, que poderão pensar: “Será que vale a pena contribuir com isso?”.

Claro que é preciso pressionar para que o Senado dê sequência à reforma e exigir que Temer sancione o projeto. Mas o primeiro (e grandioso) passo foi dado para libertar os trabalhadores da escravidão que estava nas mãos da República Sindicalista.

A partir de agora, o trabalhador é o centro da discussão, e não mais uma elite de sindicalistas que não se preocupavam com os reais interesses da classe trabalhadora.

 

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7 COMMENTS

  1. Tava na hora de acabar com esse circo colocar esse bando de vagabundo para trabalhar invés de ficar ganhando dinheiro fácil a custa do trabalhador

    • Engraçado que ninguém se opõe, ao aumento da Convenção Coletiva negociado pelo Sindicato dos Trabalhadores com o Patronal, no meu caso na minha categoria Turismo e Hospitalidade, o Piso da categoria é R$ 322,00, a mais que o mínimo Federal, temos aumento duas vezes por ano, sendo uma antecipação em maio de 100% do INPC-IBGE acumulado de novembro a maio, e o aumento na data-base novembro de cada ano, Aviso Previo Proporcional de 5 dias, sem limite de tempo e cada 6 meses, desde 1988 em nossa CCT, auxilio alimentação de R$ 17,90, por dia de trabalho para almoçar, sem desconto, auxilio creche de 10% do salário para cada filho até seis anos independente de gasto com creche, auxilio funeral de dois salários para a família, auxilio escolar em outubro para mim ou filho estudante de 50% do salário de entrada R$ 629,50 o auxilio, adicional noturno de 60% (sendo a CLT 20%) horas extra 100%, Domingos e Feriados 100%, e mais um infinidade de coisas que estão na CCT e não estão na CLT, daí vou brigar por causa de R$ 41,96 por ano ou R$ 0,11 por dia. Os Direitos mencionados incrementam minha remuneração em mais de 60%.

  2. Luciano, queria saber sua opinião:
    Concordo com as reformas, mas sinceramente não confio nas mesmas devido a esses políticos que estão aí.
    Muito estranho eles todos de “comum acordo” votarem isso aí e o mais esquisito é ver os partidos de esquerda radical serem contra mas votando a favor. Queria acreditar que é medo do povo, mas não dá. Será que pode ter algum motivo oculto?

  3. É uma grande notícia extinguir a contribuição sindical, assim, o trabalhador passa a ter o poder de escolha, além de forçar sindicatos a cumprirem suas reais funções, que é representar os interesses daqueles.
    Mas precisava vir junto com tanto retrocesso trabalhista?

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