Padilha entrega seu petismo ISENTÃO ao propor "cota de condenações" como regra para Lula ir preso

4
88

Muitos se equivocam ao definir o que é um “isentão”. O isentão não é murista ou apolítico, mas alguém muito mais malandro e matreiro do que a média na guerra política. Em termos simples, o isentão é alguém que conhece a regra da propaganda que sugere distanciar a propaganda da fonte. Em seguida, ele tenta se desacoplar daquilo que está propagandeando. Para tal, fará críticas “aos dois lados”, mesmo que nos aspectos fundamentais seja possível notar que ele tem um lado.

Por exemplo, um isentão pró-Dilma pode criticar seu governo, dizer que foi um desastre, repleto de corrupção, mas concluir dizendo “pelo menos é golpe”. Ou seja, no fundamental este isentão se posiciona em favor de Dilma. Dá para jogar o jogo do isentão para apoiar o governo Temer. Basta dizer que o governo é errático, cheio de corruptos, capitulador, mas, no fundo “está no caminho certo”. Detalhe: em ambos os casos é importante ser visualizado como alguém que não possui um lado. É preciso que isso seja difícil de ser descoberto.

Os fact checkers de esquerda que trabalham para George Soros são todos treinados para jogar o jogo do isentão. Jornalistas são especialistas nisso, embora muitos colunistas preferem definir claramente o seu lado. Enfim, o jogo do “isentão” é um método e, como tal, pode ser estudado, mapeado, reproduzido e testado em seus resultados.

E o que isso tem a ver com o assunto que falaremos aqui? Tudo. Veremos o jogo do isentão sendo jogado por José Padilha (a dica das falas do cineasta veio do site de Rodrigo Constantino), que citou declarações de Padilha ao Globo:

Explico: a Lava-Jato revelou que existe, no âmago da democracia brasileira, um mecanismo que transfere recursos da sociedade civil para quadrilhas formadas por fornecedores do Estado e partidos políticos. Esta revelação gerou uma forte demanda para que os operadores do mecanismo sofram penas compatíveis com os danos que causaram. Todavia e estranhamente, gerou também, sobretudo dentro da classe dos formadores de opinião, um clamor pela manutenção de um certo “equilíbrio ideológico” no âmbito das punições destes políticos e de seus partidos. O Lula vai para a cadeia? Então o Aécio tem que ir também. O PT foi punido? Tem que punir o PSDB. (Como o PMDB não tem ideologia, seus políticos ficam à margem deste debate.)

Não me pergunte por que opera no Brasil tal princípio. Não sei dizer. Apenas constato a sua existência e a enorme confusão que tem criado dentre nossos formadores de opinião.

É evidente que Lula, Dilma e o PT desviaram grande volume de recursos públicos em conluio com lideranças do PMDB. Nenhuma pessoa razoável consegue negar isto face as evidências disponíveis. Aplicada a lei, deveriam ser presos. No entanto, exige do princípio da reciprocidade ideológica que líderes do PSDB sejam presos também.

Se eu estiver correto, a julgar pelo depoimento de Lula e pelas delações de Mônica Moura e de João Santana, o STF deve estar se preparando para condenar algum político importante do PSDB no âmbito dos processos apresentados pela PGR antes do que se imagina. Candidatos é que não faltam.

Seria uma ótima notícia. O PSDB sofreria um baque e Lula poderia ser preso sem que o princípio da reciprocidade ideológica fosse contrariado. Dois passos necessários, embora não suficientes, para a renovação da política em nosso país.

Como Constantino lembra, Padilha reduz os crimes petistas ao caixa 2, o que é a narrativa fabricada pelo PT, que trocou o bordão “nunca antes na história deste país” por “sempre antes na história deste país”. Basicamente, é o mesmo que chamar tanto ladrão de galinha como estuprador de “marginais”, o que é conceitualmente correto, mas esconde o essencial, como aponta o colunista.

A narrativa é criada para esconder os piores crimes petistas e, por fim, diluir responsabilidade, o que é uma técnica de desengajamento moral, como teorizou Alberto Bandura. O detalhe é que as delações desta semana mostraram que  PT usou corrupção até para colocar a ditadura venezuelana no poder, sendo corresponsável moral por mais de 80 assassinatos. Reduzir isso à “corrupção como os outros”, é uma maquiagem dos fatos para atender a narrativa totalitária.

O mais degradante para Padilha é vê-lo implementar a “cota de condenações”. Um corrupto do PT só poderia ser preso se um tucano fosse junto. Pode parecer razoável aos desatentos, certo? Porém, ele não aplicou essa regra quando Eduardo Cunha foi preso. Não vimos o Sr. Padilha dizer que “Cunha só poderia ser preso se um petista fosse junto”. Se ele não aplicou a regra da “cota de condenações” na época da prisão de Cunha, então é claro que ele não acredita no que está falando.

Padilha não é um “tolo enganado”, mas um enganador de todos. Não difere de Leandro Karnal em seus joguinhos de dizer que “ataca todos os lados”, quando, em tudo aquilo que é essencial, toma o lado dos projetos de poder totalitários do PT, do PSOL e do PCdoB, que, no fundo, dão no mesmo.

Num Estado Democrático de Direito, as pessoas devem ser presas a partir das provas que existem contra elas, e não para atender a objetivos políticos. A visão de Padilha entra em desacordo com o respeito às leis. Se ele diz que Aécio deve ser preso junto com Lula, ele precisaria dar argumentos legais para isso, coisa que ele não fez. Sabemos a razão para não tê-lo feito: Padilha entrou em campo para jogar o jogo do isentão pró-PT.

Em tempo: se Aécio um dia for preso, eu entoarei o bordão “mexeu com ele, eu nem ligo”. Ou seja. Não darei a mínima. Aliás, eu escracharei tucanos que entoarem “Aécio, guerreiro do povo brasileiro”, no advento de ele chegar à mesma situação de ser soterrado por provas que Lula. Embora não seja provável que tucanos tenham tanta cara de pau para protegerem bandidos como fizeram os petistas. Como se nota, é moralmente confortável não ter bandido de estimação. Enquanto isso, pedir a prisão de alguém por uma distinção de emergência com base na “cota de condenações” é coisa de gente que não presta.

Anúncios

4 COMMENTS

  1. Que prepotência, propor condições para que um criminoso seja preso! E que hipocrisia falar como se a prisão de Lula fosse mera questão arbitrária ou de birra! E ainda usa a palavra “reciprocidade” de forma semanticamente errada!

  2. SECRETARIA ISLÂMICA” no governo Temer?

    Vocês sabiam que o governo Temer tem uma “Secretaria Islâmica”? Pois é. Hussein Ali Kalout é o secretário-especial da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), pasta criada em Medida Provisória por Michel Temer em fevereiro deste ano 2017..

    E preparem-se que está para ser aprovada por Temer a Lei de Migração feita por um político tucano que foi motorista do Marighela, e que vai abrir as portas do país para a invasão muçulmana.

    E por falar em “isentão”, Reinaldo Azvedo, o Tucanaldo Mela Jato, o que diz sobre isso? Bem, sobre isso ele não tem tempo para dizer nada, já que passa o tempo todo posando de “isentão” para “melar” a Lava Jato.

Deixe uma resposta