A próxima meta da direita deve ser derrubar a PEC de Miro

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A PEC que tenta dar um golpe na Constituição e mudar as regras para antecipar eleições diretas foi pautada para ser analisada na próxima terça-feira, 23, informou o autor, deputado Miro Teixeira do partido de extrema-esquerda Rede, linha auxiliar do PT.

A decisão foi tomada nesta quinta (18) numa reunião entre o presidente da comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) e outros parlamentares.

A PEC está sendo desenhada para aproveitar o momento de turbulência e tentar eleger Lula a tempo de que ele consiga escapar da prisão.

O texto de Miro quer alterar um dispositivo constitucional  no qual está previsto que em caso de afastamento do presidente após a segunda metade do mandato o cargo deverá ser ocupado via eleição indireta, pelo Congresso. A proposta é que, neste caso, seja alterada para voto aberto ao povo, o que só deveria ocorrer novamente no fim de 2018.

As alterações de Constituição por conveniência são um exemplo de venezuelização da política nacional.

Uma das primeiras metas para a direita é derrubar esta PEC, pois além de ser um desrespeito à Constituição, é uma alteração casuística, desapegada de qualquer espírito republicano.

Vale lembrar que as delações da JBS mostram que nenhum outro partido foi tão beneficiado por propinas como no caso do PT. É claro que usariam toda essa verba para tentarem a eleição desesperada, além de aproveitarem o clima de confusão política.

Independentemente de se Temer vai renunciar ou não, é inaceitável correr o risco de que o ciclo eleitoral seja violado para atender aos desejos do PT e de suas linhas auxiliares.

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2 COMMENTS

  1. Luciano: talvez não saiba, mas tem outra PEC com o mesmo objetivo tramitando na CCJ do Senado Federal, cujo presidente é o Edson Lobão (PMDB). Autor: Reguffe (sem partido). Relator: Lindbergh Farias (PT).

  2. Um breve adendo ao seu artigo,Luciano Ayan:

    Inexiste no Brasil direita.

    A “estratégia das tesouras” de Lênin ,representadas pelo PT /PSDB et caterva,são a tônica política-ideológica existente.

    A ausência de partidos/políticos de direita (conservadores e forte economia liberal) é a causa principal desse projeto de poder esquerdista-comunista.

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