Ao defender acordo para livrar irmãos da JBS de qualquer punição, Janot fica contra 73% dos brasileiros

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O PGR Rodrigo Janot está escrevendo um artigo atrás do outro (ou seja, está na defensiva). Nesta quinta (25), escreveu mais uma defesa do bizarro acordo de impunidade com a JBS, agora na Folha.

Segundo o PGR, é uma “leviandade” julgar as escolhas do acordo “sem examinar as provas e seu alcance, desconsiderando as circunstâncias concretas”. Em artigo, o procurador-geral afirmou que a delação da JBS revelou “crimes graves”.

Ele disse que se fosse possível não faria acordo de colaboração com criminosos: “Mas, desafortunadamente, o caminho tradicional para aplicação da lei penal tem-se mostrado ineficaz e instrumento de impunidade”.

Detalhe: não existe isso de “caminho alternativo para aplicação da lei penal”.

O fato é que os irmãos Joesley e Wesley Batista foram beneficiados em mais de R$ 9 bilhões do BNDES, obtidos através do pagamento de quase meio bilhão de propinas, e foram multados cada um em apenas R$ 110 milhões, ficando livres de quaisquer outras penas.

O PGR disse que, por responsabilidade, se distanciou da “utopia” e do “aplauso fácil” para celebrar o acordo com os irmãos Batista.

É bem verdade que ele se distanciou do aplauso, pois uma pesquisa do Instituto Paraná sobre o caso JBS mostra que a maioria dos brasileiros é a favor da prisão dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos da JBS.

Ao serem perguntados se os irmãos Joesley e Wesley Batista deveriam ser condenados a prisão 75,7% dos entrevistados responderam sim, e apenas 19,7% respondeu não. Somente 4,6% dos entrevistados não opinou.

Enquanto isso, criou-se uma tese maluca de que “defender Janot é defender a Lava Jato”, como se a operação dependesse do PGR. Parece que o povo brasileiro não está caindo na conversa. A Lava Jato é uma coisa, e o PGR eleito pela Dilma é bem outra.

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