Como a história irá julgar aquela parcela da direita que apoiou Janot e Fachin e agora vê que ambos podem livrar Lula e Dilma?

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O Antagonista escreve:

A mesma delação da JBS que compromete com provas robustas Michel Temer e Aécio Neves pode acabar livrando Lula e Dilma. Isso por que até agora os delatores não entregaram provas de que os US$ 150 milhões pagos em contas abertas por Joesley Batista na Suíça tiveram saques ou transferências que possam envolver diretamente operadores do PT. Joesley alega que debitou “virtualmente” o crédito dessas contas com as doações (via caixa 1 e 2) para as campanhas petistas. Mas ainda não há um vínculo direto, o que tornará a acusação juridicamente frágil. No caso da Odebrecht, além das planilhas, foi possível rastrear depósitos na conta Shellbill de João Santana, o marqueteiro de Dilma. Resta saber se essa fragilidade na acusação de Joesley contra Lula e Dilma será compensada pela investigação ou se foi proposital, para permitir sua absolvição posterior.

Bem, isso parece uma perda de fé, pois os autores do site pareciam bastante empolgados nas últimas três semanas com todo o direcionamento dado por Janot e Fachin à delação da JBS, chegando até a apoiar o acordo. Em troca, diziam que “Lula e Dilma seriam pegos”.

Agora eles dão a entender que a coisa não é bem assim e que Joesley pode ter feito uma delação (sem entregar provas) exatamente para livrar Lula e Dilma.

Para não cair em erros táticos como o de dar certificação a Rodrigo Janot e Edson Fachin (e depois ficar marcado na história como alguém que ajudou seus piores inimigos e foi descartado depois), é bem simples. Basta entender que:

  1. nenhum ato da extrema-esquerda é feito sem conexão com um projeto de poder para esmagar seus inimigos
  2. Rodrigo Janot foi eleito pelo PT
  3. Edson Fachin foi escolhido pelo PT

Em seguida, bastaria monitorar as ações e avaliar qualquer caso de seletivismo, sempre com olhar crítico, no padrão do ceticismo de combate.

Nem é preciso descartar tudo que eles fazem. Basta manter a visão crítica. O ceticismo seria a melhor posição neste caso. Isso ajudaria a lançar pressão, o que sempre é bom.

Já adotar a visão de que “Janot está certo e acabou” ou “Fachin está certo e acabou” é o oposto do ceticismo: é a validação dos atos de alguém que atende aos pontos (1), (2) e (3).

Quer dizer: teve gente da direita que deu validação às últimas pessoas do mundo que poderiam receber uma validação.

Só um milagre faria isso dar certo.

 

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5 COMMENTS

  1. .
    Infelizmente o rebanho popular NÃO TEM MEMÓRIA e tão pouco consegue analisar FATOS e tirar conclusões:

    – Janot atuou como advogado do PT tão logo assumiu, ao final do julgamento do MENSALÃO.

    – Janot embromou por meses, sempre adiando apresentação das denúncias solicitadas pela PF (ala saudável e não a ala STASI nela plantada por montadores de provas do PT). Primeiro, em meados do ano, prometeu para após o ano novo, depois adiou por suas férias, depois ficou para depois do carnaval e aí somente em marco, com ânimos populares arrefecidos pela memória fraca, Janot denunciou APENAS políticos de outros partidos, sobretudo PP, sem NENHUM PETISTA.

    – Quando Eduardo Cunha ousou, após candidatar-se contra o petista Arlindo Chinaglia à presidente da câmara, vencer e enfrentar o petismo (acreditando que tinha potencial para isso), sobretudo colocando em pauta assuntos que horrorisam a esquerda canalha (menor idade e desarmamento), ainda acenando com aceitação do impeachment; o CUMPANHÊRO Janot resolveu ouvir Julio Camargo e, após duas delações deste sem citar Cunha, Julio Camargo resolveu incriminar Cunha, sem apresentar qualquer prova para ser LIBERADO completamente pela PGR e poder curtir os milões roubados.

    Janot, após encomendar tal delação à Julio Camargo ameaçou RENAN e CUNHA, adicionando Collor para despiste. RENAN, mais esperto que Cunha, logo voltou atrás em seu enfrentamento ao PT, mas Cunha acreditou que teria força contra a máquina petista e não cedeu à chantagem de Janot.

    Nessa toada, André Esteves como banqueiro suiço amigo dios petistas informou sobre Romário que atrapalharia Eduardo Paes e os suiços informaram sobre uma conta de participação em fundos em nome de ERduardo Cunha. (Só Cunha foi descoberto com conta, mais ninguém).
    Assim Janot conseguiu alijar Cunha para que não atrapalhasse Dilma. Ao mesmo tempo que ALICIOU RENAN através da chantagem.

    – Quando as descobertas da PF acossavam políticos declaradamente socialistas revolucionários, gerando noticiário incriminatório ao PT, o CUMPANHÊRO JANOT apresentou uma delação (encomendada) de SÉRGIO MACHADO contra políticos que abandonavam o PT.
    Sérgio Machado procurou OS políticos rebeldes ao PT e provocou-os para GRAVA-LOS e incrimina-los. NÃO GRAVOU NENHUM PETISTA nem REVOLUCIONÁRIO.
    Com isso o CUMPANHÊRO JANOT DESVIOU o FOCO na MIDIA para que petistas fugissem para a sobra.
    O PADRÃO Janot foi aplicado à Sérgio Machado: livrou-o e a seus filhos sem ônus. Somente Sérgio Machado ganhou prisão domiciliar por 2 anos em sua MANSÃO de QUARTEIRÃO. Os filhos livres de todos os crimes. Um comprou milhões de libras em imóeis londrinos. O roubo de mais de bilhão foi perdoado.

    – Quando LULLA se vê novamente no “olho do furacão” midiático, sendo acossado por delações e flagrado em ocultação de patrimônio do TRIPLEX e ATIBAIA. Onde os argumentos incriminatórios a este se escancararam estrondosamente, o CUMPANHÊRO JANOT NOVAMENTE se vale de seu PADRÃO ao encomendar delação dos irmãos JBS.
    Joesley então procura políticos, certamente escolhidos por Janot, e provoca para que fossem gravados. Sobretudo grava o Presidente (é estranho ter obtido autorização do STF para tal, pois com base em qual investigação?).
    Com essa manobra o CUMPANHÊRO JANOT DESVIA o FOCO de LULLA para TEMER.

    – Conforme o Padrão PGR os delatores se safam livres, leves e soltos, além de faturarem com a especulação baseada nas próprias denuncias. Repetem Sérgio Machado e igualmente NÃO GRAVAM NENHUM PETISTA e apenas fazem menção a contas de Lulla e Dilma que operava como laranja. Tais contas não devem levar a provas cabais, servindo como despeiste da delação encomendada. Ou talvez queimem Lulla e Dilma para salvar muitos outros petistas.

    _ O CUMPANHÊRO JANOT livrou Gleisi Hoffman, Humberto Costa, Edson Lobão e Tião Viana sob alegação de falta de provas contra estes em algumas investigações da PF.
    Janot também nada fez contra MERCADANTE que foi gravado conspirando contra a justiça.

    …e tem quem acredite, ou finja crer, na probidade ou isenção de Janot …PQP!!!

  2. .
    Espanta que ninguém tenha ainda percebido o jogo de TROCA-TROCA nas esferas do Poder.

    Cada hora aparece um herói a favor da decência e depois este vira-se um canalha a apoiar a podridão petista.
    Ocore é que sempre as transitórias posições elogiáveis SEMPRE PERDEM e apenas o TEATRINHO juridico serve para o frenesi dos decentes que acabam por elogiarem o ATOR da VEZ, que se apresenta como o MOCINHO na CERTEZA de que PERDERÁ para o BANDIDO. Capitalizando o momento e obscurecendo as percepções com tal TEATRO MUITO BEM COMBINADO.

    No mensalão o Gilmar Mendes negou quebra de sigilo de Paulo Okamoto. Essa seia uma bala de prata em Lulla e no PT.

    Barroso calhordamente suprimiu trecho na leitura da lei a fim de ajudar Dilma e deter Cunha, enquanto TOFFOLI defendia a não intervenção do judiciário no legislativo. O mesmo TOFFOLI esculhambado em outras situações.

    Celso de Mello (o adv. de merda segundo Saulo Ramos) em seus discursos pavoneantes dignos de um abobado, no momento certo aprovou os embargos infringentes, pondo por terra as ovações da patuléia.

    Barroso ultimamente tem sido o novo ATOR a representar o “MOCINHO”, como foi um grande ATOR o Fachin ao simular-se isentão e colher os elogios de estúpidos ANSIOSOS para ACREDITAREM em MOCINHOS. Porém, no momento certo Fachin arma uma delação CIRCENCE com Janot a fim de IMPEDIR a sequencia de investigações sobre a JBS e, numa apoteose midiatica combinada, TIRAR o FOCO das PROVAS contra LULLA que surgiam nas midias como fruto dos fatos apurados.

    basta que se analise as ocorrências para se perceber que SEMPRE um dos ATORES se apresenta como um MOCINHO, mas PERDE para os bandidos. Depois este MOCINHO fica na turma dos BANDIDOS e um dos BANDIDOS passa a ATUAR como MOCINHO com a CERTEZA de que perderá para os bandidos.

    Assim o até pouco tempo elogiado Gilmar abandonou seu papel de MOCINHO e assumiu-se “bandido”, deixando para Barroso se o MOCINHO.

    Uma imundicie!!!

    Guerra política e guerra é LOGRO, é MENTIRA, É CONTRAINFORMAÇÃO e EMBUSTES!!!

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