Será que Janot transformará sua luta em favor da ideologia de gênero em "luta pela Lava Jato"?

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A PGR iniciou uma ofensiva contra leis municipais que proíbem o ensino de “ideologia de gênero” nas escolas mantidas pelas prefeituras. Adotando a narrativa da extrema-esquerda, o PGR Rodrigo Janot diz que as leis que tentam proteger alunos de doutrinação “têm fundo religioso e estimulam o sofrimento, violência, marginalização e evasão escolar de homossexuais”. As cidades alvos da ação incluem Novo Gama (GO), Cascavel (PR), Paranaguá (PR), Blumenau (SC), Palmas (TO), Tubarão (SC) e Ipatinga (MG).

Entre as narrativas adotadas por Janot, está uma dizendo que leis que tentam evitar a doutrinação contrariam o objetivo constitucional de “construir uma sociedade livre, justa e solidária”. O procurador-geral da República diz ainda que as leis impõem “concepção moral de marcado fundo religioso”.

Segundo ele, cada uma das sete leis “é obscurantista, porque almeja proscrever o próprio debate sobre uma realidade humana”. Além disso, veda ou pretende vedar “qualquer abordagem de temas ligados à sexualidade que não seja para reafirmar uma inexistente equivalência entre sexo e gênero e para ignorar quaisquer realidades distintas da orientação sexual heteroafetiva”.

Sem trazer qualquer evidência, ele ainda diz que o “não reconhecimento social da diversidade sexual acirra condutas discriminatórias que se repetem também no espaço da escola”, transformando-o em local “de sofrimento e violência para a população LGBT, provocando evasão escolar, marginalização e outras formas de violência”.

Em relação contra a lei do Novo Gama, o relator, ministro Alexandre de Moraes, já tomou inclusive decisão negando seu prosseguimento. Ele sequer analisou o mérito do pedido, porque entendeu que o Ministério Público deveria ter questionado a lei municipal primeiramente no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o que não chegou a ocorrer. As outras seis ações, protocoladas na semana passada, estão com outros relatores, que ainda não tomaram nenhuma decisão. São eles: Luiz Fux (Cascavel), Luís Roberto Barroso (Paranaguá e Palmas), Edson Fachin (Blumenau), Rosa Weber (Tubarão) e Gilmar Mendes (Ipatinga).

“Oficie-se ao Procurador-Geral de Justiça do Estado de Goiás para que, ciente do teor da presente arguição, tome as medidas que entender cabíveis em face do ato impugnado perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás”, escreveu Moraes em decisão tomada em 30 de maio deste ano.

As informações são do Jornal Extra e trazem um novo problema para aqueles setores da direita que acreditaram na narrativa de que a Lava Jato depende de Rodrigo Janot (o que é falso).

Também se sabe que a bancada evangélica não aceitaria o autoritarismo de Janot neste caso.

Basicamente, este pode se tornar um evento caótico para Janot. A frente janotista vai sair em defesa de Janot e chamar a bancada evangélica de “inimigos da Lava Jato”. Porém, isso trará uma sensação de indignação (pois a acusação será injusta) na bancada evangélica. E vai animar o PSOL para lutar junto com a frente janotista que inclui até algumas pessoas de direita que caíram no canto da sereia de que “Janot é a salvação da Lava Jato”.

O processo já não pode ser parado, pois as emoções dos janotistas estão incontroláveis. O negócio é expor as contradições de Janot e de todos os seus defensores nesta questão.

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