Janot propõe anistiar caixa 2 e se queima. Para quem dizia “representar a Lava Jato”, não pegou bem.

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Segundo o Extra, o PGR Rodrigo Janot apareceu com uma novidade de última hora, pouco antes de oferecer denúncia contra Temer (o que deve acontecer nos próximos dias).

A nova proposta de Janot é suspender condicionalmente o processo contra parlamentares acusados de caixa 2. A ideia é que se pagarem multas e toparem penas alternativas, ficarão livres da cadeia e até com ficha limpa.

A narrativa de Janot diria que os casos não deveriam ser vinculados a atos de corrupção. Tal anistia beneficiaria pelo menos 50 parlamentares investigados a partir das delações da Odebrecht e JBS. Não é uma beleza? E o investigado poderia até concorrer nas próximas eleições.

As más línguas já disseram que essa jogada poderia ser até uma barganha para que parlamentares votassem pelo aceite da denúncia de Temer. Se isso for verdade, é gravíssimo, pois seria a tentativa de derrubar um adversário a partir de uma troca pouquíssimo republicana.

Para piorar, isso poderia até complicar sua denúncia para sustentar o pedido de prisão de Aécio, pois seria um caso de obstrução para proteger operações de caixa 2. Mas se elas são passíveis de anistia, qual a razão para a prisão?

A tendência é que Janot recue desse absurdo, mas não em tempo de sair sem o filme chamuscado.

Lamentável, lamentável. Não há mais validade nas instituições do Brasil. Virou circo.

Em tempo: este é mais um motivo para acabar com o fanatismo de uma parte da direita por Rodrigo Janot. Ele é apenas um PGR nomeado por Dilma, uma petista. Jamais poderia ser chamado de “representante da Lava Jato”. Essa atitude, aliás, é um ataque à Java Jato, capaz de desmoralizar a operação. Se há um representante da Lava Jato, este mora em Curitiba e se chama Sérgio Moro. O resto deve ser visto com ceticismo.

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