Fux pode rever acordo de impunidade com a JBS e fazer o certo: manter as delações

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Em entrevista a O Globo, Luiz Fux, ministro do STF, disse que o plenário pode rever o acordo de impunidade da JBS, o que vai à pauta nesta quarta (21).  Ele disse: “O regimento interno do Supremo Tribunal Federal prevê que o relator é o condutor do processo, então ele homologa”, disse Fux, mas ressalvou que, se o relator pode rever sua homologação “o colegiado também pode rever”.

“Eu entendo até interessante essa metodologia se vier a ser implantada de o pleno homologar essa delação com a presença do réu no centro do plenário para que todos os membros do colegiado possam eventualmente tirar sua conclusões”, disse Fux.

Outros possíveis votos pelo cancelamento do acordo de impunidade poderiam ser Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Isso significaria a manutenção das provas e investigações contra todos os acusados, mas ao mesmo tempo a possibilidade de Joesley Batista ir para a prisão, e ter que negociar um novo acordo (sem impunidade).

Vale dizer que desde que o acordo de impunidade com Joesley foi assinado, o Brasil vive de “espírito quebrado”, pois está recebendo a mensagem de que o crime compensa demais e os tolos seriam os honestos.

A chance de que o acordo de impunidade seja revisto é moderada, mas nada que uma pressão não resolva, não é mesmo? De novo: se o acordo de impunidade for mantido, o Brasil terá aprendido de vez que o crime compensa (e muito).

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