Janot está se divertindo muito nos últimos dias, mas pode se dar mal. Muito mal.

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Créditos: Marcos Correa/PR

A direita conseguiu derrubar Dilma Rousseff sem se aliar a nenhum totalitário da elite jurídica nomeada pelo PT. Ao contrário: manteve a dignidade e lutou contra essa elite jurídica. Agora, um setor da direita entendeu que precisava se aliar a Rodrigo Janot para tentar derrubar Michel Temer.

A tática pode tanto não dar certo como destruir a reputação desta direita janotista, que passou a adorar toda a elite jurídica nomeada pelo PT por pura conveniência. Também por isso (e pelo fato dessa gente estar sendo manietada pela Rede Globo, pela Rede Sustentabilidade e pelo PSOL), Janot nunca esteve tão assanhado na vida.

Ninguém mais consegue negar que o seletivismo dele no cargo é um marco que estabelece o fim do estado de direito. Porém, quando isso acontece, vale a regra: “pau que bate em Chico, bate em Francisco”.

É bastante difícil que Janot consiga derrubar Temer até setembro. Com isso, a extrema esquerda pode ficar sem ter acesso ao cargo de PGR para utilizá-lo politicamente. Ainda assim, é possível que ele consiga apresentar meia dúzia de denúncias contra Temer e vários adversários do PT.

O importante é que ele siga fazendo isso e mandando aos adversários a mensagem de que a partir de agora a única forma de guerra válida é a de total destruição, onde a palavra “limite” não faz qualquer sentido.

Esse é o novo clima da política pós-Janot (em cena do filme “Revolver”, de Guy Ritchie, e infelizmente não legendada):

O detalhe é que esse clima pode ser mantido após a saída de Janot da PGR, com grande probabilidade de que ele não eleja Nicolao Dino como seu sucessor. É bem possível que Temer nomeie um adversário de Janot.

Nesse cenário passa a ser vital que Janot cause o máximo de destruição seletiva que conseguir. Enquanto ele protege os petistas, é vital que seus adversários estejam cientes de que foram vítimas de uma campanha de guerra total. Nenhuma ação iniciada por Janot poderá ser retirada. Por isso mesmo, o vital é que seus adversários estejam com sede de sangue.

Um novo procurador adversário de Janot pode começar a usar o mesmo tipo de denunciação contra a elite petista e aí, finalmente, será possível ter o cenário de terra arrasada sobre todos os corruptos.

Com o clima de guerra total iniciado por Janot, pode estar sendo aberta uma nova era de guerra política. Se um novo PGR abrir o mesmo nível de confrontação ao inimigo que Janot está fazendo, pode até ser que sobre para o atual PGR quando ele estiver fora do cargo, bem como para a elite petista que ele tem blindado com tanto talento. Por exemplo, quem sabe não vejamos um dia Michel Temer e Rodrigo Janot dividindo a mesma cela?

Não seria interessante ver a ira de Janot convertendo-se finalmente num inferno para ele e seus chefes? Portanto, o melhor cenário é deixar Janot destruir tudo que conseguir, e ao mesmo tempo preparar um terreno para incentivar aqueles que ele está atingindo poderem se vingar. Só aí podem cair todos.

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