Augusto Nunes pergunta a Janot e Joesley sobre “a metade que falta”. Melhor deixar pra lá…

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A direita se dividiu quanto ao acordo de impunidade aos irmãos JBS. Uma parte queria que eles fossem para a cadeia e tivessem o acordo revisado, mesmo que as provas fossem mantidas, e uma outra ou caiu na conversa da extrema esquerda ou enganou o público deliberadamente dizendo que o acordo de impunidade tinha que ser mantido de qualquer jeito.

Um daqueles que se posicionaram contra o acordo de impunidade foi Augusto Nunes, que lembra:”O correto seria percorrer o caminho do meio. As vigarices expostas por Joesley imploram por investigações e, se for o caso, castigos exemplares. Se o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, por exemplo, fizeram o que parecem ter feito, merecem o purgatório onde penam traidores de milhões de profissionais da esperança. Mas a história das falcatruas da JBS não pode limitar-se à primeira parte.”

Augusto questiona o fato de Joesley não estar exumando “a metade que falta”: “Joesley está obrigado a exumar a metade que falta. O país que presta quer saber quando o açougueiro predileto dos governos do PT abrirá o baú das bandalheiras que praticou com a cumplicidade ativa de Lula, Dilma e a chefia do BNDES. Que tal começar pela suspeitíssima reunião que juntou Joesley, Lula e Eduardo Cunha no Sábado de Aleluia de 2016.”

Ele lembra que “esse novo país exige o enquadramento de todos os delinquentes, mesmo suspeitando que a tribo dos homens públicos honrados caiba numa maloca”.

O problema é que Joesley Batista já não parece mais disposto a delatar petistas. A suspeita de que era tudo um jogo para punir apenas adversários do PT está se confirmando. Como as acusações de Joesley foram genéricas – por exemplo, dizer que “o PT institucionalizou a corrupção”, embora não exista o crime de “institucionalização de corrupção” no código penal, e Joesley sabia disso -, ele não precisará entregar provas contra os petistas.

No fim, uma parte da direita (da qual Augusto Nunes não faz parte) terá apoiado um acordo de impunidade que no fim só serviu para blindar os petistas. Enfim, “a outra metade” das delações de Joesley não vai vir.

Não é o caso de Augusto Nunes, claro, mas já vemos gente que defendeu o acordo de impunidade de Joesley dizendo: “Agora ele tem que delatar o Lula, não é?”. É o contrário: agora é que ele não precisa delatar Lula mesmo.

Fica o Black Sabbath com a mensagem…

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1 COMMENT

  1. Esse acordo foi uma das coisas mais escandalosas que já aconteceram no país, sem falar no prejuízo que causou a própria Lava Jato, uma operação séria e competente iniciada pelo juiz Moro, que agora começa a ser questionada por causa das manobras de Janot. Um estrago em todos os sentidos.

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