Moro quebra espiral do silêncio e critica decisão de Fachin por tirar processos de Curitiba

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Há cerca de cinco semanas começou uma campanha de intimidação contra todos aqueles que criticavam o seletivismo do procurador Rodrigo Janot e do ministro do STF Edson Fachin.

Dentre outras coisas, o Brasil se revoltou com o acordo de impunidade dos irmãos JBS. Por isso, uma mídia capitaneada pela Globo decidiu intimidar os discordantes e chamá-los de “inimigos da Lava Jato” e “MAVs do PMDB”.

Criou-se um clima de medo, com pessoas temendo discordar das decisões de Janot e Fachin.

Por isso é bem vinda a notícia de que o juiz Sérgio Moro discordou em público de uma das decisões mais absurdas dos últimos tempos, tomada por Fachin, de tirar vários processos de Curitiba.

Moro disse – ainda sem citar um caso específico ou Fachin, pois o patrulhamento é pesado -, que a separação de processos prejudica a Justiça: “Diante de um conjunto de crimes praticados no mesmo contexto e que contam com um acervo probatório comum, a forma errada de lidar com eles é separar todos os processos e provas e pulverizar perante o território nacional, de forma que cada Juízo fique com um pequeno pedaço e que seja de difícil compreensão sem a visão do todo”, escreveu Moro.Para o juiz de Curitiba, “a forma correta, no que se refere aos crimes praticados no âmbito do esquema criminoso envolvendo contratos da Petrobras é concentrá-los no Juízo prevento [a 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná], o presente, portanto”.

A assessoria de imprensa de Fachin disse que o ministro sequer comentaria. Claro: não haveria resposta adequada a Moro, que acertou em cheio.

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2 COMMENTS

  1. “Há cerca de cinco semanas começou uma campanha de intimidação contra todos aqueles que criticavam o seletivismo do procurador Rodrigo Janot e do ministro do STF Edson Fachin.”

    Sim, de fato, o seu argumento é corretíssimo Luciano. Essa campanha de intimidação envolve assédio moral. O Antagonista tenta constranger os leitores que criticam o seletivismo de Janot. O site diz que aqueles que criticam Janot são “bisonhos”:

    “Lula será condenado seis vezes, sete vezes, oito vezes.

    A ideia de que ele possa estar sendo protegido pela PGR é simplesmente bisonha.

    Quem leu os depoimentos dos delatores da Odebrecht sabe que isso é mentira.

    Está tudo lá: o esquema de propinas das empreiteiras, a conta Amigo, a compra das MPs, o dinheiro para o Instituto Lula, o sítio de Atibaia, o lobby internacional.”

    Este é um exemplo claro de desonestidade intelectual, típico de petistas. Os jornalistas de o Antagonista sabem que as denúncias contra Lula oriundas da Odebrecht são o resultado do trabalho do MPF de Curitiba, não da PGR de Brasília. Isso não é um “erro” inocente, ou mero “esquecimento”, mas sim o investimento em uma confusão deliberada para livrar a cara de Janot. Vale tudo para constranger os críticos do PGR, até distorcer a realidade na maior cara de pau e fingir indignação, exatamente como fazem os petistas. Lamentável!

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