Nomeação de Raquel Dodge foi uma derrota demolidora para Janot, o PT e o Novo PT

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O PGR Rodrigo Janot, nomeado pela petista Dilma, é um baita jogador, conseguindo ganhar tanto a admiração de petistas como dos novos petistas (do PSOL e da Rede) e até de um setor bizarro que surgiu na direita: a direita janotista, que apoia qualquer atitude de Janot (qualquer atitude mesmo). A direita janotista, aliás, é um dos fenômenos mais estranhos da política mundial, pois nunca se viu tamanha subserviência a alguém nomeado pelo inimigo fundamental.

Seja lá como for, por causa dessa miríade de apoios, o PGR tem andado mais “solto” do que o costume. Nem se preocupa em justificar porque nunca denunciou Dilma Rousseff, por exemplo. Também não se preocupa em justificar a velocidade que usa para denunciar Temer, comparada ao passo de tartaruga adotado contra os petistas.

Foi aí que Temer saiu de sua frouxidão habitual e surpreendeu com a nomeação de Raquel Dodge um dia após a divulgação da lista tríplice (na qual ela ficou em segundo lugar). Isso é o suficiente para desarticular Janot, que agora ficará sob a sombra da nova chefe da PGR. Ademais, Raquel Dodge tem, até o momento, um passado limpo. Janot fica marcado como alguém que usou o poder para livrar petistas e punir apenas os adversários do partido.

Ninguém aqui quer inocentar Temer. Para que o PGR pudesse persegui-lo, é claro que Temer se lambuzou. Porém, utilizar isso como pretexto para livrar petistas levou ao clima de fim de feira das instituições. Por isso, tudo que Janot diz é visto com desconfiança. Outra derrota foi o fato de que 81% dos brasileiros estão contra o acordo de impunidade dos irmãos JBS. Agora sob a sombra de Raquel Dodge, a desconfiança sobre o atual PGR aumenta.

Se o PGR esperasse ser substituído pelo comunista Nicolao Dino, continuaria jogando com total liberdade, uma vez que saberia que todos os seus atos de agora seriam protegidos no futuro.

Em toda organização, há um conjunto de baba-ovos, que hoje sustentam Janot. Mas agora o centro de poder da extrema esquerda não terá sequência, o que ocorreria apenas com a nomeação de Dino. Agora seu poder começa a diluir. Muitos dos baba-ovos vão atrás de outra referência “alfa”.

E já que Janot unicamente se decida a blindar a extrema esquerda e atacar seus adversários, que ele aproveite seus últimos meses (que terminam em setembro) para denunciar Temer e rivais do PMDB até uma centena de vezes. Depois de sua saída, vamos pressionar para acabar a mamata dos petistas, no intuito de que Raquel Dodge faça a justiça valer para todos.

Com a derrota de Janot, perde não apenas o PT, como o Novo PT (Rede/PSOL, auxiliados pela Globo e pela direita janotista).

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