Um bebê está sendo assassinado pela “lei europeia” apenas como demonstração do poder mais macabro que há

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Tecnicamente, eu não sou contra a eutanásia, desde que estejamos falando de decisões tomadas por adultos maiores de idade e que estejam em pleno juízo. Entendo que a lutar pela vida é um direito, mas não um dever.

Mas isso não tem nada a ver com o que está acontecendo na Inglaterra, quando vemos legisladores ingleses dizendo que os médicos possuem o direito de assassinar um bebê que sofre de uma doença mitocondrial que provoca o enfraquecimento dos seus músculos e sérios danos cerebrais. Como falamos de um bebê, ele estaria sob a guarda de seus pais.

Só que contra a vontade dos pais, os médicos decidiram matar a criança, que está recebendo suporte vital no Hospital Great Ormond Street, de Londres. Sob a narrativa macabra de “evitar um sofrimento inútil”, os médicos querem desligar os aparelhos e matar o bebê.

Os pais da criança (Charlie), Chris Gard e Connie Yates, tencionavam levar o filho aos Estados Unidos para um tratamento experimental. Buscando dar a ele todas as chances possíveis de vida e cura, por mínimas que fossem, rejeitaram terminantemente deixar os médicos assassinarem seu filho.

Juízes britânicos já haviam autorizado o assassinato. Por isso, os pais de Charlie apelaram ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo. Numadecisão provisória, a corte europeia ordenou que o hospital mantivesse o bebê em vida durante ao menos 3 semanas, até a sentença definitiva. Agora, Charlie, Connie e Chris perderam de novo.

Nesta quinta (29), Connie Yates e Chris Gard foram às redes sociais para dar ao mundo a notícia estarrecedora e dizerem que estavam passando as suas “últimas preciosas horas” com Charlie.

Num dos episódios mais macabros da história, a justiça nem os autorizou a levar o filho para casa. “Prometemos ao nosso pequeno que o levaríamos para casa“, conta Connie.

Chris Gard disse: “Queríamos lhe dar um banho, em casa, colocá-lo num berço onde ele nunca dormiu e isto nos foi negado. Sabemos em que dia o nosso filho vai morrer e não temos direito a nenhuma palavra sobre o que vai acontecer“.

“Não nos permitem escolher se o nosso filho vive, nem escolher quando e onde o Charlie pode morrer. Charlie vai morrer amanhã [sexta-feira] sabendo que foi amado por milhares… Obrigado a todos“, completaram Connie e Chris.

Relembrando a história, conforme o site Opinão Crítica: “Charlie tinha nascido saudável, em agosto de 2016, mas, aos 2 meses, foi internado com pneumonia por aspiração e seu quadro piorou muito rapidamente. Os pais iniciaram uma campanha de arrecadação de donativos para levar o bebê aos Estados Unidos. Graças à solidariedade concreta de dezenas de milhares de pessoas, eles angariaram mais de 1,5 milhão de euros (equivalente à mais de 5,5 milhões de reais). Mas a “justiça” entre aspas e minúscula, primeiro a do Reino Unido, depois a da União Europeia, arrancou deles até o direito de tentar. Todo o dinheiro angariado vai ser usado para fundar uma associação com o nome de Charlie, voltada a ajudar outras crianças que sofram da mesma condição rara – e, pelo menos no caso delas, salvar a vida.”

De novo, esta análise não é embasada por critérios religiosos, até porque sou ateu. Como já disse, entendo que pessoas adultas devam até ter o direito à eutanásia.

Porém, matar um bebê enquanto seus pais fazem de tudo por sua vida é algo que transcende qualquer escala conhecida da crueldade humana.

O mais aterrador disto tudo é que isso está acontecendo à luz do dia. Não acontecem nos bastidores. Sabemos de histórias terríveis de psicopatas que cometem as mais abjetas crueldades, mas jamais o fazem na frente dos outros. Eles buscam fazer as barbáries sob o manto de discrição. Ao contrário: os médicos pediram em público para matar a criança e dois tribunais disseram que “é para matar mesmo”.

Para agir com tamanha crueldade em público, os médicos e juízes só podem ter uma coisa em mente: demonstrar para o mundo que a elite esquerdista que apoia esse tipo de coisa tem como exercer um poder intimidatório. Já não falamos de pessoas que matam os outros às escondidas, mas sim de pessoas que matam os outros, afrontando a vontade dos país da vítima, e dizem em público que estão fazendo isso.

É um dos maiores retrocessos civilizatórios possíveis. A partir do momento em que o assassinato de Charlie Gard for concretizado, teremos a mensagem de que uma elite de sádicos pode fazer tudo. Tudo mesmo. Não há mais limites.

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