Liberação de Loures e Aécio tem cheiro de armação para esconder acordo de impunidade da JBS

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O que aconteceu nos últimos dias ajuda a perder qualquer esperança nas instituições brasileiras. Aliás, tal fase política serve como amadurecimento político, exatamente a partir do reconhecimento e a constatação de que as instituições não valem mais nada.

Sem as instituições, o que sobra? O medo do dano, o medo do terror, o medo da retaliação, o medo da vingança e, em suma, o medo do caos. Se seus inimigos tiverem medos desse tipo, não “abusarão das instituições”. Sem esse medo, farão o que quiser. Qualquer coisa. Mesmo.

O que vimos agora é o ministro do STF Edson Fachin (relator da Lava Jato) liberar da prisão o deputado Ricardo Rocha Loures, que ficará em prisão domiciliar. No mesmo período, outro ministro do STF, Marco Aurélio Mello, devolveu o mandato de Aécio Neves e negou o pedido de sua prisão. Tudo isso nesta sexta (30).

É até normal que os correligionários de ambos se sintam aliviados, mas o que dizer para o povo? O fato é o seguinte: foi vendida ao povo brasileiro a noção de que o acordo de impunidade dos irmãos JBS era tão bom, mas tão bom que chegaria até ao ponto de prender políticos de alta estirpe e abalar um presidente.

Mas e como fica a narrativa agora que eles estão soltos? Agora é simples: o tal “poder de impacto” da delação da JBS era apenas uma narrativa fraudulenta para justificar o acordo de impunidade.

Quando o povo criticava a dupla Janot/Fachin, não o fazia por causa dos políticos que foram presos, mas por causa do seletivismo na blindagem de petistas e principalmente pelo acordo de impunidade com a JBS. O que pedíamos era simples: “prendam todos”.  Fachin e o STF agora fazem o contrário: liberam todos.

Cabe a nós exigirmos que todos sejam presos de volta, mas, principalmente, que Joesley e Wesley sejam imediatamente presos e tenham suas empresas tomadas e colocadas sob leilão.

É muito simples. Aécio é acusado de receber 50 milhões. Loures recebeu uma mala de 500 mil. Mas os irmãos Joesley e Wesley receberam R$ 8,2 bilhões do BNDES. Ele é o primeiro que tem que ser preso nesta história. E devíamos pedir a punição dos senhores Edson Fachin e Rodrigo Janot.

Fachin e o STF afrontaram o povo ao liberar todos quando na verdade o que se pedia era o fim do seletivismo e a prisão de todos os envolvidos. Isso não pode ficar assim.

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2 COMMENTS

  1. Estimados amigos: Não sei expressar minha indignação compartilhada com a Nação Brasileira, então responderá,por mim,um imortal :

    “Onde o Dinheiro Fala a Verdade se Cala” Homero (século VIII a.C.)

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