Joel Pinheiro faz papelão perante a direita ao pedir para que o MBL se rebaixe a censores

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Às vezes precisamos tratar de alguns problemas desagradáveis que não gostaríamos de abordar “em nome da boa vizinhança”, mas isso não pode nos levar à omissão diante de comportamentos políticos abomináveis.

O fato é que a direita às vezes é prejudicada por alguns de seus representantes, que chegam ao ponto de se aliar a um inimigo fundamental. Esse tipo de comportamento é sinal de imaturidade política. Na melhor das hipóteses, claro.

Imagine a série “Walking Dead”, na qual os inimigos fundamentais são os zumbis. Se aliar ao inimigo fundamental é como querer abrir a porta da sede da fazenda para ir socializar com os zumbis e, com isso, provocar a morte de todos seus amigos ou ao menos aliados temporários. Esse tipo de comportamento só serve para destruir o próprio grupo ao qual alguém pertence. Não dá para um ser humano descer mais baixo que isso.

Agora vemos o “liberal” Joel Pinheiro da Fonseca propondo socialização com agências de censura da extrema esquerda. Segue o print:

O texto é assustador, sob todos os aspectos, principalmente por mostrar o servilismo de Joel aos inimigos fundamentais da direita: a extrema esquerda, que domina a mainstream media. Alguém duvida? Então basta ver essa pesquisa do Congresso Em Foco sobre parlamentares preferidos dos jornalistas.

Um pouco mais: “Chico Alencar (Psol-RJ) foi eleito pelos jornalistas que cobrem o Congresso o melhor deputado do país, com os votos de 110 dos 186 profissionais de imprensa que participaram da votação do Prêmio Congresso em Foco 2015. Historiador e mestre em Educação, ele começou sua trajetória política nos movimentos sociais. Chegou à Câmara em 2003 depois de ter sido vereador e deputado estadual. Foi a sexta vez consecutiva em que Chico Alencar foi o mais votado pelos jornalistas. Outros quatro deputados federais foram premiados com base na escolha dos jornalistas: Jean Wyllys (Psol-RJ), com 83 votos; Alessandro Molon (Rede-RJ), 65 votos; Luiza Erundina (PSB-SP), 54 votos; e Ivan Valente (Psol-SP), 50 votos”. Clique aqui para ver a lista completa. Só dá deputados de extrema esquerda nas primeiras posições.

Mesmo assim, Joel diz que “a rejeição que a ‘nova direita’ tem pela mídia é um negócio lamentável. Uma reação burra – e que se orgulha de ostentar a burrice como se fosse algum tipo de superioridade moral.”

Bem, os dados da pesquisa do Congresso em Foco mostram que Joel é o grande ostentador de burrice como se fosse algum tipo de superioridade moral. Ele simplesmente está pregando “confiança” em inimigos, que usarão essa confiança depositada para destruir a direita.

Vale a pena assistir o vídeo abaixo, em que Marcel Van Hattem explica como foi a cobertura de mídia contra o impeachment e os movimentos que apoiaram a saída de Dilma:

Aliás, Marcel se tornou mestre em Jornalismo após a dissertação sobre a cobertura enviesada da mídia sobre os protestos contra Dilma.

Em relação a um fato recente ocorrido em Porto Alegre, vale ler este texto de Rodrigo Constantino mostrando como a extrema esquerda distorce fatos para atacar a direita.

E Joel ainda vem dizer que a direita não deve se posicionar contra essa gente? É o fim da picada.

Falsos checadores

Certamente, Joel reclama deste post em que uma resposta do MBL a uma agência de censura, Truco, pertencente à Agência Pública (financiada por George Soros e alinhada, no Brasil, à toda agenda da extrema esquerda). Veja o print do JornaLivre:

A resposta do MBL foi mais do que acertada, pois retirou qualquer legitimidade da agência de censura como “validadora de fatos”.

A coisa funciona mais ou menos assim. Imagine um governo totalitário – como aqueles de Stalin ou Hitler – implemente mecanismos de “checagem de histórico” de famílias, buscando dados detalhados, acima do normal. Imagine que fosse faça parte de um grupo etnico ou político perseguido pelo regime. Será que vale a pena se abrir feito uma flor para as “checagens” dos totalitários ou denunciar o esquema enquanto for possível?

Na ótica de bebê político de Joel, “é só entregar a informação pedida”, não é? É exatamente isso que ele diz aqui: “Afinal, os números citados em vídeo ou texto têm ou não têm fonte? Foram inventados? Se não, qual o problema de mostrar de onde vieram? E se, no trabalho de checar, descobrir que eram falsos, ou as fontes pouco confiáveis, basta corrigir o discurso.”

O problema, ô figurinha, é dar legitimidade a censores que usam “fact checking” de forma seletiva para mascarar a censura. Protegendo os censores (espero que seja por burrice e não por má fé), Joel chega a insinuar que o MBL não quis fornecer as fontes por medo de que os fatos pudessem contradizer os vídeos e posts. Mas o texto do JornaLivre, que apresenta a resposta do MBL, deixava bem claro que era só o Truco ter pesquisado no Google, pois todas eram informações de domínio público. Reveja: “É óbvio que Patrícia se finge de sonsa, pois bastaria ela digitar “100 mil criminosos + semi-aberto”, “sexto da pena” e “70% reincidentes” no Google que já teria acesso às fontes. Que órgão de mídia não faria isso antes de vir tentar intimidar os outros?”.

Quer dizer: o JornaLivre ainda deu a senha até de como se fazer a pesquisa no Google – para quebrar o frame de que “não querem entregar as fontes” – e o Joel insiste nessa conversa? Era claro que o MBL não iria dar autoridade moral a um órgão de censura, rejeitando até mesmo a posição da Truco como agência de checagem. Rejeitar a autoridade dos órgãos de censura é a única posição aceitável para alguém que se diz de direita.

Tentativa de apurar a verdade? “Fact checking” não é censura?

Um frame de Joel é interessante. Veja esta frase: “E publicam carta toda orgulhosa “bisnagando” o grupo de jornalistas que – crime dos crimes – tentava apurar a verdade“.

Isso é o que temos chamado ultimamente, em política, de “fechamento”, ou seja, apoio incondicional. Uma vez que Joel escreveu que a Truco “tentava apurar a verdade”, então os validou como “pessoas que buscam a verdade”. Que nobreza de intenções, não? Pena que isso cai sob desconfiança de qualquer um que tenha lido “1984”, de Orwell. Para quem não se lembra, no livro existe o Ministério da Verdade, cuja intenção era falsificar as informações. Mas para falsificar as informações, era preciso convencer o público de estar “lutando pela verdade”.

Que tal ver alguns exemplo de como atuam os “fact checkers” da extrema esquerda?

Quem clicar nesse link verá que a Agência Lupa determinava como “falsa” a afirmação (procedente) de Michel Temer em relação aos procuradores, que segundo ele precisavam passar por quarentena quando são exonerados. Basta ler o parágrafo 6º do art. 128 da CF que essa exigência está lá. (Grato ao Ricardo Viana pela dica).

Mais um exemplo? Agora veja o que disse abaixo a Truco, sobre a reforma trabalhista:

Quer dizer: os tais “fact checkers” são mentirosos contumazes em nome de agendas políticas bem claras. E quem leu o livro de Orwell sabe que para uma falsificação da realidade ser bem feita o ideal é rotular seu grupo como “o promotor da verdade”. Assim, as agências de “fact checkers” da extrema esquerda (e que servem à esquerda genérica nos EUA e Europa) não diferem do Ministério da Verdade.

Responder a essa gente é dar legitimidade a um truque sujo, que é fingir “estar checando fatos”, quando na verdade se faz o uso seletivo de checagens e até falsas checagens. Para desespero de Joel, os estudos sobre os padrões dessas agências de fact checkers da esquerda estão bem avançados e em pouco tempo todos os truques estarão desmascarados, estatisticamente. Em termos históricos, ele será rotulado como alguém que ficou do lado da censura.

Um dos truques preferidos dos novos censores é simular o falso apartidarismo, fazendo “apontamento de mentiras dos dois lados”. O problema é quando jogamos os dados em ferramentas estatísticas e se descobre que existe checagem excessiva contra um lado – até apontando fatos adversários como se fossem mentiras, como vimos em dois exemplos, chegando inclusive a promover mentiras sob o disfarce de “checagem” – e frouxa demais contra o outro.

É com truques assim que eles apontam, num debate, 20 mentiras do candidato de direita e 3 do candidato de extrema esquerda e, chamando o público de idiotas, dizem: “Está vendo? Checamos os dois lados”. Depois é fácil mostrar que a maioria das mentiras apontadas do candidato de direita não eram mentiras, e que várias mentiras do candidato de extrema esquerda foram escondidas (você viu dois exemplos, mas há muito mais em um estudo que será publicado em breve).

E para que eles estão dando tanta importância aos “fact checkers” de esquerda? Por que isso daria a justificativa para empresas de redes sociais censurarem conteúdo. Em suma, é censura clara.

Em resumo, o que Joel pediu ao MBL é que eles se rebaixassem a censores (que são a pior escória da espécie humana). Ora, que sentido faz alguém ser de direita e babar ovo de censores? A atitude de Joel é uma vergonha para a direita. Ele merece ser cobrado moralmente por ter apoiado em público censores da extrema esquerda, inclusive chamando-os de “pessoas que buscam a verdade” e “checadores de fatos”.

Que vergonha, Joel.

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5 COMMENTS

  1. Para ler e estudar. Não gosto de divulgar muito as matérias que ensinam a direita a atuar politicamente porque os inimigos (a esquerda) também lêem e podem aprender com elas.

    Mas ao analisar a matéria publicada pelo Luciano, são tantos os bons pontos destacados que achei melhor divulgar.

    Em tempo, pelo tom assertivo evidenciado no print do post do Joel Pinheiro da Fonseca, comentado pelo Luciano, a mim me parece que o Joel é um desinformante da esquerda infiltrado nas linhas direitistas com o objetivo de aumentar ainda mais a cizânia que já se tornou padrão entre nós da direita. Discutir com ele, em mina opinião é inútil. Pura petda de trmpo

  2. Quem é esse sujeito? Qual a importância que esse fulano tem? Depois tem gente reclamando porque o Eduardo Bolsonaro cobrou uma postura dessa turma de morde-fronhas. A propósito, sigam o dinheiro e talvez descubram os porquês disso.

  3. Estimados amigos: Transcreverei apenas um trecho da carta de saudoso tio,que serve como uma luva no presente tema,litteris: Amado sobrinho Angelo:

    (…) “A lei natural de toda evolução não permite a união de dois movimentos diferentes, mas assegura sempre a vitória do mais forte e a criação do poder e da força do vitorioso, o que só se pode conseguir por meio de uma luta incondicional.Pode ser que a união de duas concepções partidárias, em dado momento, ofereça vantagens. Com o tempo, porém, o êxito assim conseguido é sempre uma causa de
    fraqueza.(…)”

    Cordial Abraço,

  4. Esse tal de Joel é apenas um esquerdista que vê seus pares do PSDB serem escorraçados pelo povo. Se diz um libertário e não um liberal, no que dá na mesma. O povo hoje sabe que não dá mais para ficar em cima do muro ao estilo tucano. Agora você tem de se definir, ou aceita a esquerda e seu socialismo com tendências neo liberal ou comunista ou mostra que pertence a direita conservadora e a meritocracia.

  5. Apesar de considerar que o Luciano praticamente esgotou o assunto, com uma abordagem quase completa e excelente, lamento não ter tido tempo para fazer algum comentário a mais, ainda que pequeno.

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