Bendine, o “Cobra”, foi preso hoje, mas por que ninguém lembra daquela que o nomeou para a Petrobrás?

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Hoje a PF cumpriu mandato de prisão contra Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás e conhecido como “o Cobra”, nas planilhas da Odebrecht.

Ele e seus comparsas são suspeitos de receber pelo menos 3 milhões de reais de propina da Odebrecht a troco de favores à empreiteira dentro da Petrobras.  Com a prisão de Marcelo Odebrecht, aliás, os pagamentos pararam.

Segundo os delatores da Odebrecht, Bendine pediu 17 milhões de reais de propina já nos tempos da presidência do Banco do Brasil. Acabou não levando. Por isso se contentou em pedir 3 milhões para a Odebrecht se dar bem dentro da Petrobrás.

Bendine foi colocado na presidência da Petrobrás por Dilma Rousseff, depois de ter sido nomeado à presidente do Banco do Brasil no governo Lula. Nota-se que ele sempre é nomeado por gente finíssima.

O Cobra ficou conhecido nacionalmente em 2015, enquanto era presidente do BB e quebrou o galho de sua amiga val Marchiori, com um empréstimo para comprar carretas. No fim, ela acabou comprando um Porsche.

Meio maluco, Bendine era paranoico e costumava guardar dinheiro em espécie e ainda pagou imposto sobre o dinheiro arrecadado de propina. Figuraça.

O detalhe curioso é que ninguém está falando daquela que o nomeou para a Petrobrás – para dar uma “saneada” -, ou seja, Dilma, que sempre acaba sendo esquecida nas investigações.

Curioso, não?

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