Extrema esquerda adota a técnica do “amigo da onça” e quer dar conselhos ao PSDB sobre Alckmin e Doria

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De vez em quando, a extrema esquerda passa a nutrir uma vontade inexorável de dar “conselhos” ao PSDB a respeito do relacionamento político entre João Doria e Geraldo Alckmin.

Por exemplo, Ciro Gomes chamou Doria de “traidor” em relação a Alckmin. O blog petista Tijolaço também mandou o aviso: Doria estaria dando “rasteira em Alckmin”.

Parece até uma revoada de andorinhas, tamanha a coordenação.

Mas temos um detalhe: de onde surgiu tamanho interesse petista (e de sicários do petismo) para fornecer – de graça – este aconselhamento?

Teriam os petistas e seus sicários mudado de lado? Viraram a casaca?

Daí basta lembrarmos do personagem de cartoons criado por Péricles de Andrade Maranhão. Era o amigo da onça, que vivia dando conselhos que jogavam aqueles que os aceitavam no abismo.

Basicamente, a onda de “conselhos petistas na busca de proteger Alckmin das supostas traições de Doria” é apenas a vontade de escolher o adversário ideal para 2018.

Como eles já venceram Alckmin em 2006 e notaram que o atual governador não tem a energia mental para os formatos mais psicologicamente violentos de guerra política – e que são os modelos vigentes para os tempos atuais -, já decidiram: é com esse tucano que queremos disputar.

Sejamos francos: tanto Doria como Alckmin estão fazendo seus trabalhos individuais. Pode chegar um momento em que a “boca do jacaré” (gráfico que mostra o distanciamento entre os itens comparados) demonstrará Alckmin como inviável em termos políticos para concorrer à presidência. Nesse momento, Doria assumiria a vaga de candidato. Simples assim. Sem traição.

Porém, resta aos petistas vender a ideia de que “Alckmin estaria sendo traído por Doria” para forçar os tucanos a bater o martelo por Alckmin, e aí vencê-lo mais fácil em 2018.

Claro que existe a possibilidade de Geraldo Alckmin mudar toda a sua estrutura mental e se tornar um perito na guerra de rótulos, na encenação, no uso de violência psicológica e demais artefatos. Mas isso é praticamente impossível de acontecer.

Hoje Alckmin não tem a estrutura mental para bater de frente com um petista em uma corrida presidencial. É um fato: nas disputas de 2002, 2006, 2010 e 2014, candidatos como Serra, Alckmin e Aécio entraram em “colapso” mental e apanharam até debaixo da língua. Pior: nem conseguiram anotar a placa do caminhão.

O que o PT deseja é apenas isso: um candidato tucano que possa apanhar sem conseguir anotar a placa do caminhão. É por isso que estão “dando conselhos” ao PT. Enfim, o amigo da onça.

Vão cair nessa?

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