Por que a grande mídia só deu farta divulgação a uma destas imagens?

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Falaremos de chantagem emocional na prática.

As duas imagens abaixo são terríveis. Mas apenas a imagem do menino sírio refugiado morto foi divulgada a rodo pela mídia. A imagem da criança espanhola assassinada por terroristas foi ignorada.

Bons softwares já podem coletar as estatísticas de divulgação de cada imagem. Ou seja, não falamos de impressão, mas de um fato: a mídia ignora seletivamente tragédias em prol de agenda. Com imagens igualmente horríveis foram divulgadas de forma SELETIVA pela mídia para atender a uma agenda política, o público é instado sentir mais compaixão de uma vítima do que de outra.

Quem caiu no jogo foi vítima de uma chantagem emocional.

Agora se questiona a disparidade no uso das imagens. Pois já vi gente rebatendo e dizendo “como você não se importa com o menino sírio?”. Detalhe: ninguém deixou de se importar com o menino sírio, mas sim questionar o uso seletivo de imagens de duas situações igualmente trágicas.

Bem, se a pessoa recua diante dessa intimidação e deixa de reclamar da disparidade, acabou de ser vítima de novo de uma chantagem emocional.

Em suma, quem cai em chantagens emocionais tem sua integridade abalada, principalmente em como julga questões morais e até manifesta empatia.

Um dos desafios da direita é não cair em chantagens emocionais da esquerda.

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7 COMMENTS

  1. AO PUBLICAR IMAGEM DE GAROTINHA SUECA ESTRAÇALHADA POR CAMINHÃO PILOTADO POR ISLÂMICO E FAZER REFERÊNCIA AO MESMO GAROTINHO SÍRIO,FUI CENSURADO NO FACEBOOK,E RECEBI REPREENSÃO POR VIOLAR A POLÍTICA DO MESMO…CINISMO EPROMOVER E CANALHICE PARA ME CALAR ACUSANDO-ME DE DISCURSO DE ÓDIO… MAS A FAVOR DO INVASORES CHAMADOS DE “REFUGIADOS” PODE!

  2. Ateh que a Europa não suporte mais e aceite o EXERCITO ÚNICO EUROPEU prontinho na manga de Angela Merkel, isso estah EXATAMENTE como ela quer a Europa de joelhos e não é acidental

  3. Discordo e concordo em partes. Discordo porque a mídia (sou jornalista, por isso sei) dá as respostas para a pergunta das pessoas e fala mais a medida que as pessoas querem saber mais. Sim, é extremamente triste as duas histórias, igualmente, assim como muitas histórias tristes nós – mídia – não abordamos ou damos o tamanho que merecem. Mas isso também acontece por uma razão lógica. Funciona assim: um acidente, por exemplo. Acontece e a mídia dá uma nota sobre isso. Se interessar mais dá uma matéria de uma página, se você sentir que as pessoas querem saber mais – pela repercussão nas redes sociais, por exemplo – vai mais fundo na história. Aí alguém vai dizer que fazemos isso por causa da AUDIÊNCIA. Muitos não. Deixando essa coisa de números de lado (que é boa, afinal é um negócio, uma empresa, com funcionários que precisam pagar suas contas e por isso precisam de lucro) existem sim jornalistas que tentam responder as perguntas que as pessoas fazem.

    Acontece que de repente ocorrem centenas de acidentes como o que mencionei a cima. Então não cabe mais a nós fazer uma nota sobre cada acidente, mas sim uma GRANDE REPORTAGEM juntando todos os acidentes, porque se der uma nota de cada as pessoas não vão ler porque ficaram acostumadas com os acidentes. Eles acontecem tanto que elas não querem mais saber, entende? Elas param de ler. E no meio tempo entre a nota e a grande reportagem acontecem casos que passam despercebidos ou desatendidos pelos jornalistas. Não sei, mas pode ser esse o caso.

    Enfim, valido o questionamento, és a minha opinião.
    Abraço

  4. Vejo a pouca divulgação da imagem do menino morto na Espanha com outros olhos. O terrorista busca visibilidade das suas ações. Nesse sentido, apesar de trágico, o resultado do ato terrorista deve ser minimamente divulgado e com o mínimo de vídeos ou imagens de possam chocar a sociedade, pois este é o objetivo do terror. Essa é minha opinião

  5. Bom, como eu não sou da mídia não preciso ter pudores para esclarecer que ela é em geral hipócrita e nessa extensão igualmente canalha. Digo mídia como um todo, não apenas jornalistas, mas principalmente também publicitários e escritores de novelas, que induzem inocentes desavisados a acreditarem naquilo que lhe é imposto por essa turminha que se faz de inocente quando afirmam que expõem em seu trabalho o que vêem na sociedade, quando é justo o contrário. A seleção das fotos a serem mostradas está dentro desse âmbito, não existe espírito de humanidade e sim de interesses convenientes.

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