Ao entregar que Fachin beneficiou JBS, Eduardo Cunha abre os portões para o caos. O fim de setembro está aí…

1
343

Informações do Valor Econômico deram conta hoje que Eduardo Cunha está fulo contra Edson Fachin, ministro do STF que relata a Lava Jato.

Segundo Cunha, Fachin obstruiu pedidos de liberdade e beneficiou executivos da JBS.

Em nota escrita a partir do complexo penal onde está enjaulado, Cunha contou que Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, pediram ajuda para aprovar o nome de Fachin para o STF, em 2015, e que disseram manter “relação de amizade” com o então candidato.

“Quando Joesley Batista e Ricardo Saud me procuraram para ajudar na aprovação [de] Fachin, além da relação de amizade que declararam ter com ele, me passaram a convicção de que o país iria ganhar com a atuação de um ministro que daria a assistência jurisdicional de que a sociedade necessitava”.

Cunha diz que Fachin concedeu “assistência célere e eficiente” aos donos da JBS, “que em apenas três dias conseguiram homologar um acordo vergonhoso, onde ficaram livres, impunes e ricos”.

Fachin alegou que não teve “auxílio de qualquer empresa ou grupo em seu processo de indicação” e que “qualquer insinuação neste sentido é inaceitável”. A JBS ficou de bico fechado e não comentou as declarações de Cunha na carta.

Cunha diz que Fachin se recusa a pautar pedidos de habeas corpus da Lava-Jato desde que a 2ª turma do STF decidiu libertar o ex-ministro José Dirceu (PT), em maio. Para Cunha, Fachin age “como uma criança que perde [o jogo] e leva a sua bola para casa, acabando com o jogo”.

“O que eu gostaria […] é ter o direito ao julgamento e não ser vítima de uma obstrução da Justiça”, afirma.

Qual a melhor parte disso tudo?

É que Cunha está brabo, e quanto mais informações sobre esses acordos de delação aparecerem, melhor.

Depois da saída de Janot, teremos muitas informações divertidas.

Que venha o caos.

Anúncios

1 COMMENT

Deixe uma resposta