Doria adota padrão cuckano ao dizer que não vai antagonizar com Lula para 2018

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João Doria tem uma carreira marcada pelo sucesso empresarial. Por isso é de se esperar que ele tenha aprendido que não adianta ficar insistindo em métodos que nunca deram certo. Certamente ele não faria isso em sua carreira empresarial.

Pois agora o prefeito de São Paulo parece ter ignorado essa regra e decidiu adotar uma regra que parece ser garantia de fracasso: adotar o discurso frouxo típico do PSDB para competir à presidência. Em suma, é o padrão cuckano – o mais frouxo lado dos tucanos – em sua forma mais plena.

Quando esteve em Campina Grande, na Paraíba, Doria disse que “não quer ser o anti-Lula”. O prefeito afrouxou até diante da campanha aberta realizada por Lula, o que é ilegal. Doria afirmou que Lula tem “todo o direito” de fazer campanha antecipada.

Ao que parece, Doria está recebendo pressão dos tucanos para não demonstrar tanta superioridade política – em termos de capacidade de antagonizar com petistas – na comparação com Alckmin, que agiu feito um masoquista na campanha de 2006 contra Lula e não parece disposto a mudar de rumo.

Deve ser assim: Alckmin hoje entra falando frouxo e quase garantindo uma derrota se entrar em “mano a mano” com petistas na disputa à presidência. Sendo assim, como pode esse tal de Doria querer demonstrar maior capacidade de vencer?

Talvez foi aí que alguém tenha exigido de Doria: “aja feito um frouxo”. Isso sempre garantiu derrotas nas eleições passadas, tanto que a tropa composta por Serra, Alckmin e Aécio conseguiu perder quatro vezes seguidas para o PT.

Vamos ver até quando Doria mantém essa nova postura bizarra. Lamentável…

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6 COMMENTS

  1. Também pode ser duas outras coisas:
    1 – Adaptação do discurso ao público, ao estilo do próprio Molusco.
    2 – Começo da disputa pelo eleitorado hoje tendente ao Lula, na certeza de que este será condenado e não concorrerá. Nessa hipótese, creio que grande parte do pessoal que votaria no Lula migraria para o Bolsonaro, porque este também é visto como “um homem do povo” e o povão não está nem aí para essas coisas de esquerda e direita. Com isso, o Bolsonaro estaria praticamente no segundo turno e o Doria possivelmente seria o seu adversário. E quem votou mais à esquerda no primeiro turno teria a opção de anular ou torcer o nariz e escolher o mal menor para eles, que eu imagino que seria um Doria que não bate tanto assim no Lula.

  2. Ou ele falou isso por pura convicção, de vontade própria mesmo, o que eu acho mais plausível. Não acredito que o Dória seja um anjinho imaculado que está sendo corrompido pelos cumpanhêro. O texto parece papo de petista, isolando as responsabilidades do sujeito.

    • Ou o Dória está minando a própria candidatura. É só lembrar que povo não tem censo de tempo: trocou o presidente, querem resultados JÁ.

      Quem assumir depois do Temer ainda vai ter muito para arrumar antes de colher os frutos.

      O Dória deve estar planejando ser o próximo depois disso, em 2022 – SE os frutos plantados no governo de seja lá quem for em 2018 forem bons.

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