A Vigilância Sanitária que roubou 160 kgs de comida por “falta de selo” atende a um interesse claro: a tipos como Joesley

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Como já se noticiou ontem em vários meios, a chef Roberta Sudbrack teve seus produtos roubados na sexta (15) pela Vigilância Sanitária em seu restaurante dentro do Rock in Rio.

Lembre-se que roubo é o ato de subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outro, mediante grave ameaça ou violência a pessoa (ou não), ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência. No caso dos roubos que não são praticados pelo estado, isso é considerado um crime, e a pena prevista para este crime é de reclusão, de quatro a dez anos, e multa (art. 157, caput, do Código Penal). Quando o roubo é praticado pelo estado a partir de legislações, isso não é considerado crime.

Roberta disse que foram roubados cerca de 160 quilos de alimentos, sendo 80 quilos de queijos e 80 quilos de linguiça fresca. Conforme lembra o ILISP, estes “ingredientes seriam usados para fazer o sanduíche sudrockdog e foram jogados no lixo pelos assaltantes estatais”.

Roberta é conhecida pelo uso de produtos artesanais de pequenos produtores de diferentes regiões do Brasil. Todos os produtos previamente aprovados pelo controle do evento. Indignada com a ação, ela escreveu: “A vigilância sanitária do Rio de Janeiro invadiu o meu estande no Rock in Rio com quase 15 pessoas e decretou que os queijos brasileiros, bem como a charcutaria brasileira da melhor qualidade, meus fornecedores há pelo menos 20 anos, não são bons o bastante para comercialização. O motivo? Faltava 1 carimbo, um selo, uma coisa qualquer”.

Em razão de ter sido roubada, ela cancelou sua participação no festival:  “Estou fechando a minha operação no Rock in Rio porque a minha ética, o meu profissionalismo e as minhas convicções não me permitem ver uma cena dessas. Comida da melhor qualidade sendo jogada fora enquanto tantas pessoas morrem de fome no mundo. O meu prejuízo provavelmente é do tamanho desse mesmo mundo, mas minha dignidade e as minhas crenças são maiores!”

A pergunta: por que a Vigilância Sanitária praticou tamanha crueldade?

Há vários motivos possíveis. Um deles parece ser político, pois a chef foi responsável pelas refeições no Palácio da Alvorada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Isso levantaria a tese de perseguição política.

Outro motivo bem claro é que legislações desse tipo geralmente atendem a interesses de mega empresários. Gente do naipe de Joesley Batista.

Como essa gente recebe dinheiro do Estado (como vimos no escândalo da JBS, que recebeu vários e vários bilhões de financiamento do BNDES) e financia os tiranos de volta, pede legislações para destruir o negócio de pequenos comerciantes.

Nada é mais esquerdista do que isso: usar o estado para beneficiar megaempresários e destruir pequenos empreendedores.

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24 COMMENTS

  1. Acompanho as noticias deste site e tenho gostado muito! Os jornalistas da grande mídia estão com dificuldades de enxergar o novo mundo conectado.
    Tá faltando jornalistas de verdade na imprensa. Parabéns!

  2. Prestígio, nao eh chancela para fazer o que se quer . Intoxicação alimentar fecha um dos melhores restaurantes do mundo Caso ocorreu no Japão, que desde 2011 tem uma estrela no prestigioso guia Michelin

  3. Posso estar errado, mas achei meio forcado o texto:
    Trabalhou no governo FHC? Muita teoria da conspiracao
    segundo ela ” muita gente morrendo de fome” ela ia doar o produto ou vender a 30, 40 reais?
    Vigilancia sanitaira ‘e sim uma mafia, mas forcar a barra com a JBS meio foda (obs: quero que JBS se exploda e wesley $ joesley morram na cadeia)

  4. O Brasil viu estarrecido a pouco tempo o escândalo da Carne Fraca , onde grandes grupos manipulavam inspeções sanitárias , vendiam carne estragada com a conivência destes mesmos fiscais , mas é dai , a importante é ter o tal de SIF , produtos artesanais de altíssima qualidade não podem ser usados por amarras de nossas leis. Basta , está na hora de mudar . As inspeções devem ser independentes , selos de qualidade regidos pelo mercado . Basta de burocracia estatal!

  5. Se vocês tem razão ou não, não sei. O que sei é que se existisse tanta eficiência assim no Rio,Ou em São Paulo onde resido, não existiria feira do rolo lugar em que são comercializados toda a sorte de itens roubados, churrasquinhos em porta de estádio, rodoviárias, e por ai vai, vigiar os botecos do centro da cidade da muito trabalho, agora fechar um restaurante de uma chef de renome, ha, isso não tem preço.mas tem publicidade, nacional e internacional, sem contar que assassina deliberadamente a reputação da profissional.

    • Exato. Se fizesse controle da comida vendida nesses botecos e ambulantes não sobrava ninguém. Como eles não controlam porcaria nenhuma então é o selinho ou coisa parecida. Ou de um dia para outro inventam alguma nova legislação para tirar um monte de empresas do mercado. Eles formam uma verdadeira reserva de mercado só para “gente grande”. Você nunca mais consegue entrar.

  6. Os serviços de vigilância sanitária trabalham com o que denominamos de risco sanitário e segurança alimentar e nada tem de política partidária ou coisa que o valha. Um produto de origem animal como um queijo sem a devida fiscalização pode transmitir tuberculose intestinal ou brucelose, que pode ser transmitida sem consequências imediatas para quem come. Existem produtos e produtores artesanais que tem o “tal selinho” que lhes permitem vender seus produtos fora de sua cidade, estado e até para o exterior. E uma renomada chef já deveria saber e conhecer a legislação que só faz proteger o consumidor de sofrer consequências nefastas de ingerir alimentos impróprios. Nós que trabalhamos em fiscalização sanitária sempre esbarramos em pessoas que desconhecem o trabalho e acham que agimos com o interesse em corromper o “coitado” do empresariado. Nossa função é como já disse proteger o consumidor e auxiliar o empreendedor a vender com segurança. Parem de caçar moinhos de vento e vamos sim simplificar este país.

    • Você não tem a importância que acha que tem. Na minha cidade destruíram a indústria de queijos caseiros em benefício do grande laticínio na cidade cujos queijos são bem meia-boca e não venderiam nem na beira da estrada, não fosse o tal “selinho”. E olha que nos últimos 20 anos nunca vi nem fiquei sabendo de ninguém que morreu ou ficou inválido porque comeu um queijo sem “selinho”. Você se pinta de dourado e acha que é de ouro, mas tá só atendendo os interesses de quem não dá a mínima pra proteção de ninguém.

  7. Só queria ver todo mundo cobrando da Vigilância Sanitária se a comida desse problema. País de hipocritas e demagogos! Deviam estar se perguntando o porquê de uma Chef renomada desconhecer ou ignorar a legislação sanitária do país onde atua.

  8. Muito bem, Fran. Sempre que a vigilância sanitária pune restaurantes e bares aqui no Rio eu fico contente, pois é uma atitude para melhorar as coisas. Entendo a frustração da Roberta, afinal ia ficar ainda mais conhecida, cozinha muito bem. Mas a fiscalização sanitária não pode escolher quem pode ou não ficar sujeito às leis. Acaba parecendo coisa corrupta.

  9. O SIF existe para evitar que alimentos deteriorados cheguem aos supermercados afetando principalmente a saúde dos pobres, e assim evitar uma pandemia que com certeza iria superlotar os já ruins hospitais, principalmente os públicos. Se o SUS já está ruim, imagina se não houvesse fiscalização e vendessem comida estragada a torto e a direito…

  10. Lei é lei. Os funcionários da Vigilância fizeram o trabalho deles. Se a lei serve para um pequeno empresário, pq não serviria para a “chef”.?Independente se há ou não pessoas ou organizações agindo por trás disso, incentivar o “dar um jeitinho” a essa altura e nesse momento pelo qual estamos passando em nosso país é ser conivente com a corrupção.

  11. O SIF existe para evitar que alimentos deteriorados cheguem aos supermercados afetando principalmente a saúde dos pobres, e assim evitar uma pandemia que com certeza iria superlotar os já ruins hospitais, principalmente os públicos. Se o SUS já está ruim, imagina se não houvesse fiscalização e vendessem comida estragada a torto e a direito…

  12. esse pessoal vive com uma livro de bolso na mao, para lembrar, de tanta firula que existe. SE FOSSE MAIS SIMPLES, com certeza seria melhor, mas nao, tem que ser GIGANTE!!!

  13. O SIF existe para evitar que alimentos deteriorados cheguem aos supermercados afetando principalmente a saúde dos pobres, e assim evitar uma pandemia que com certeza iria superlotar os já ruins hospitais, principalmente os públicos. Se o SUS já está ruim, imagina se não houvesse fiscalização e vendessem comida estragada a torto e a direito…

  14. Aí também é demais, não é porque “faltava um selo ou qualquer coisa” todo alimento tem que ter selo da inspeção da vigilância sanitária, as leis existem para serem respeitadas. Bastava a tal chef respeitar a lei e nada disso teria acontecido.

  15. O produto foi mesmo descartado?
    Puseram no lixo ou incineraram?
    Fosse comigo eu gostaria de acompanhar o processo.
    Só colocar num container e levar embora não significa que descartaram.
    Eu, héim!

  16. Carne sem selo e impossível de ser rastreada , por serem produtores de pequeno porte , seus produtos não passam por exames laboratoris para checar se há alguma contaminação ! Provavelmente o consumidor final não estaria ciente do risco , iria estar comprando gato por lebre , vigilância agiu corretamente !

  17. QUE LIXO DE TEXTO…PERDI MEU TEMPO LENDO UMA PORCARIA DESSAS. SE MESMO AS LEIS SANITÁRIAS SENDO RIGIDAS AINDA ASSIM CENTENAS DE PESSOAS SÃO HOSPITALIZADAS POR DTAS, IMAGINE SE NAO FOSSE. PRO INFRATOR TUDO É INJUSTO, É IGUAL BENDIDO SEMPRE O PILICIAL É O MALVADO. ESQUERDISTA É ESSE TEXTO PODRE.

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