Dodge está certa ao trocar equipe ligada a Janot. Caso contrário, ela poderia ser sabotada…

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Para quem ocupa cargos de alto escalão, uma regra fundamental da guerra política é jamais deixar aliados de seus inimigos estarem em seu time, pois eles certamente irão sabotá-lo.

Funções estratégicas sempre são baseadas em acordos e alianças principalmente baseadas na luta pelo poder e não pelo “interesse comum”.

Foi assim que Janot se cercou de aliados para conseguir implementar sua agenda na PGR. Com isso conseguiu a proeza de não abrir denúncia contra Dilma na época em que saiu o escândalo do áudio em que ela falava com Lula sobre o termo enviado por “Bessias”. Só agora, no apagar das luzes, abriu a denúncia, mas sem qualquer significado político, já que ela não está no poder.

Janot também está por trás do acordo de impunidade total com a JBS, garantindo que por quase 5 meses os irmãos JBS ficassem soltos, podendo vender empresas (que não podem mais ser recuperadas). A prisão deles agora – com a prisão preventiva pedida pela PF, diga-se – já não repara este dano.

Por isso mesmo, seria o maior dos absurdos que Raquel Dodge, a nova PGR, deixasse que os aliados de Janot permanecessem em sua equipe.

Segundo a Época, ela já tomou a decisão acertada de trocar os principais integrantes da tropa de Janot, como os promotores Sérgio Bruno e Wilton Queiroz e os procuradores Fernando Alencar, Melina Montoya e Rodrigo Telles.

“Dodge vai nomear oito procuradores, dentre os quais apenas Maria Clara Barros Noleto e Pedro Jorge do Nascimento fazem parte da atual equipe. Os demais serão Hebert Reis Mesquita, José Alfredo de Paula, José Ricardo Teixeira, Luana Vargas Macedo e Raquel Branquinho”, diz a matéria.

Eu ainda ficaria desconfiado com os dois remanescentes do quadro de Janot. Fique de olho, Dodge. Talvez seja preciso substituir todos…

Em tempo, aqueles de um setor da direita que se aliou a Janot – a direita janotista – está lançando suspeitas sobre Raquel Dodge antes mesmo de ela assumir. Para estes, fica o recado: são vocês que se aliaram a Rodrigo Janot num dos maiores escândalos da história brasileira – o acordo de impunidade de Joesley – e a Caixa de Pandora deste acordo nem foi aberta ainda. Mas vai.

Acho que estão confiantes demais quando o estoque de bambu dos adversários de Janot está aumentando…

Se tem gente choramingando porque Dodge vai tirar de sua equipe os aliados de Janot, acho que a preocupação devia ser outra: as investigações que podem recair sobre eles.

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