A narrativa do “Lula vítima de um complô” vai ter que incluir o nome de mais um juiz na lista da conspiração

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Essa é a opinião de Josias de Souza, após o fato de Lula se tornar um recordista penal e conseguir se tornar um hepta-réu.

Josias lembra que Lula “já foi enviado ao banco dos réus em uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete ações penais. A sétima ação foi aberta nesta terça-feira. Nada a ver com Sergio Moro, Curitiba ou Lava Jato. Deve-se a providência ao juiz Vallisney de Souza Oliveira. Trabalha em Brasília. Atua na Operação Zelotes”.

Mais: “A novidade obriga o PT a atualizar o seu rol de conspiradores. Na lista negra do petismo, o juiz Vallisney ficará uma posição abaixo de Moro. Se condenar Lula, iguala-se ao colega de Curitiba, que já pendurou no pescoço do grão-mestre do PT uma sentença de nove anos e meio de cadeia”.

O fato é que o PT criou uma narrativa para avaliar a Justiça. Se o denunciado ou condenado é um inimigo, a sentença é justiça e o oponente tem que ser preso. Mas se o denunciado ou condenado é petista, então tudo é parte de um complô.

Por fim, Josias diz: “É mais fácil para o Partido dos Trabalhadores sustentar a tese de que Vallisney aderiu ao grande complô de Moro, dos procuradores, dos delegados, dos agentes federais e dos repórteres golpistas para fazer de Lula um político desonesto. A alternativa seria admitir que tudo o que está na cara não pode ser uma conspiração da lei das probabilidades contra um inocente”.

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