Só agora Janot diz que Joesley é “bandi-dê-ó-dó”… depois da venda de várias empresas

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Segue o teatro do ex-PGR Rodrigo Janot à mídia na tentativa de recuperar o que restou de sua imagem depois do escândalo do acordo de impunidade da JBS.

Em entrevista ao Correio Braziliense, ele foi questionado sobre se “o fato de Joesley ir para a cadeia seria de certa forma um alívio para o MP depois de tantas críticas”.

Janot assim respondeu: “Ele foi mais esperto que ele mesmo. A esperteza capturou ele próprio. A gente tem que deixar muito claro: a colaboração premiada é um instituto novo para a gente, já aprendemos muito. Quando a gente faz um acordo desse, é de natureza penal, a gente está negociando com bandido, bandi-dê-ó-dó. O cara, porque é colaborador da Justiça, não deixa de ser bandido. As coisas têm que ser muito claras. A mesa de negociação é um lugar muito duro, um ringue mesmo. O colaborador tem que vir de coração aberto, tem que vir para o lado do Estado. Tem que falar tudo. Quem faz juízo sobre a prática ou não de delito é o MP, não o colaborador, ele tem que entregar tudo. A gente tem muito anexo que não tem nada de palpável, mas a gente recebe e analisa. O juízo nós que fazemos. E o que eles fizeram? Eles esconderam fatos. Trouxeram “A” mas não nos trouxeram “B”. Porque não trouxeram “B”, está contaminado todo o acordo. Só que o fato de ele não trazer o “B” não influencia nem tangencia o “A”. Não contamina. A rescisão me permite continuar usando a prova. Mas dá um gosto amargo, o sujeito não pulou o lado, continuou do lado da bandidagem”.

Bem, se Joesley é “bandi-dê-ó-dó” – como ele finalmente reconhece -, por que assinou com ele um acordo de total impunidade que permitiu aos irmãos JBS venderem empresas durante 4-5 meses e angariarem bilhões de reais?

Quem vai devolver aos cofres públicos a grana dessas empresas vendidas?

Por que em uma entrevista de duas horas de duração o ex-PGR não tocou no assunto da venda das empresas por Joesley e Wesley?

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