Lula faz discurso ultra machista e mídia tenta passar a borracha. Mas não vamos deixar passar em branco…

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Agora o principal trabalho da mainstream media é tentar enterrar as pisadas na bola dadas por Lula, que anda mais precipitado que o costume.

Em evento nacional do coletivo de mulheres do PT, realizado em Brasília na noite de domingo, Lula disse que é preciso “construir uma narrativa” para convencer as mulheres a ingressar no partido e na política. Mas o discurso desagradou a parte das militantes, que entendeu que Lula reforçou estereótipos de gênero.

“Eu acho que nós estamos precisando construir uma narrativa que convença a mulher que [ela] está preparada, que tem mais jeito de cuidar de uma cidade, de um Estado ou de um país do que um homem”, disse Lula, ao lado de Gleisi.

“Governar é antes de tudo você exercitar a sensibilidade. A palavra ‘cuidar’ é mais pertinente [do que ‘governar’]”, disse Lula, para quem um partido como o PT deve “cuidar do povo”.

Lula começou dizendo que “a mulher não é objeto de cama e mesa, a mulher tem que ser sujeito da história”.

As militantes começaram a ficar incomodadas quando ele afirmou que é preciso que o Estado dê creche para que as mulheres tenham tempo de trabalhar e de fazer política.

As militantes acharam a fala machista. Ele tentou remendar dizendo que, como a mulher conquistou espaço no mercado de trabalho, “falta o homem conquistar espaço na cozinha”.

Ao dizer que a mulher tem mais jeito para a política porque sabe “cuidar” – algo que, para ele, “vem da maternidade” -, uma militante reclamou “tá piorando”.

“Como a gente vai despertar na cabeça da mulher [a participação política]?”, disse Lula. Algumas militantes disseram que não é preciso despertar a cabeça delas.

“Algumas coisas que eu disse aqui são inquietações de uma pessoa que faz política há 50 anos. Eu estou disposto a discutir essas inquietações, para resolver o problema da participação da mulher e da chegada da mulher ao poder”, disse Lula.

“O único jeito de a gente governar é a gente fazer coisa diferente do que fez até agora. Sem a participação da mulher não vamos construir uma sociedade mais justa, socialista, igualitária”, concluiu.

Irani Elias, militante do Recife do Recife, disse a falta de participação da mulher na política é uma questão de estrutura do poder, não de voluntarismo. “Tem coisas que a gente não concorda com a fala dos homens e isso também inclui o presidente Lula”, disse ela, que tentou interromper o discurso aos gritos diversas vezes.

Independentemente das narrativas das militantes, Lula queimou o filme até mesmo perante suas tropas. Obviamente, a mainstream media não tocou no assunto.

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