Depois de esticar demais a corda, Doria finalmente volta a dar uma declaração sensata ao pedir extradição de Battisti

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O que o Doria fez nas últimas semanas significa “esticar a corda”. Parece até um teste para ver o limite que seus eleitores de centro direita tolerariam. Falou insistentemente que “prender Lula seria erro histórico”, disse que os empresários deveriam reduzir seus lucros (diante do novo imposto sobre Netflix) e elogiou Che Guevara.

É como se Lula chegasse e dissesse para seu eleitorado que Sérgio Moro é um “patrimônio da Lava Jato”, que é preciso “privatizar tudo” e que Battisti tem que ser extraditado mesmo.

É como se Bolsonaro dissesse aos seus eleitores que Jean Wyllys é o melhor parlamentar do Brasil, que Maria do Rosário é autoridade em direitos humanos e que a PM deve ser extinta.

Ou é uma tática inovadora na guerra política ou alguém está chantageando Doria para dar essas declarações.

O dano já pode ser irreversível neste momento.

De qualquer forma, Doria parece ter saído da espiral do delírio ao defender a extradição de Cesare Battisti logo após se reunir com o prefeito da cidade, Giuseppe Sala.

“Battisti precisa ser extraditado e responder aqui na Itália ao processo pelo qual foi condenado”.

Giuseppe Sala concordou com ele: “Digo que a extradição tem de ser o mais rápido possível.”

Ufa, até parece o fim de um transe.

Agora falta Dória revisar sua afirmação sobre a necessidade de manter Lula solto.

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2 COMMENTS

  1. Duvido que seja (reversível). Até porque ele já se declarou desarmamentista (sempre cercado de guarda-costas armados, é clarooo!!!!) mais de uma vez. Isso o povo não perdoa. Pode ver os resultados das pesquisas espontâneas. E eu digo sempre: NUNCA CONFIE EM QUEM QUER TE DESARMAR!!! Olhe o que está acontecendo na Venezuela e vem acontecendo ao longo da História toda. O troço é receita de bolo (desarmar / fechar o regime / trucidar os oponentes indefesos). Sempre foi e sempre será.

  2. O que Doria está demonstrando é que não tem ideia definida sobre muitos assuntos. Milhões de paulistanos votaram no Doria para acabar com essa palhaçada de ciclovias, herança do Haddad, que vai na mesma linha da ideologia de gênero. Estão aí atrapalhando a vida dos paulistanos porque ninguém usa. Em muitos locais obrigou ao fechamento de muitos comércios e escritórios porque não tinha mais lugar para estacionar. Mas contra todas as predições, o Doria inaugurou mais 9 ciclovias de lazer como se em São Paulo ninguém trabalhasse nos fins de semana e feriados e prometeu mais 10 mil bicicletas nas ruas. Comentário acima, se declarou desarmamentista. Proibiu o trânsito no centro da cidade no dia mundial sem carro (coisa de esquerdista) e prometeu proibir a cada última sesta feira do mês. Lojistas e comerciantes em geral agradeceriam profundamente ao Doria. São Paulo continua com velocidade reduzida. Avenidas importantes, vias de entrada e saída da cidade, de três a quatro pistas, continuam com velocidade de 50 km/h. Motoristas, logicamente, trafegam a 30 km/h. Os semáforos continuam dessincronizados, obra do Haddad, exclusivamente para atrapalhar o trânsito. Assim, tem ruas e avenidas congestionadas em horários de pouco trânsito. Precisa reformular os horários dos corredores de ônibus. Dia desses fiquei atrás de um ônibus que não estava a serviço, numa avenida, por dois km a 20 km/h, porque não podia ultrapassar, do lado tinha um corredor. O ônibus poderia circular pelo corredor. Mas isso é comum, sempre tem um engraçadinho que não tem pressa e deixa os motoristas em fila índia. Parece que a prefeitura está com dificuldades financeiras. Normalmente o primeiro ano é para recuperar as finanças mas tem coisas que o Doria poderia resolver e não está fazendo ou não tem intenção de resolver.
    A impressão é que a cidade está abandonada. Quem todo dia sai de casa para ir para o trabalho não está percebendo nenhuma mudança. Outro dia o Doria falou de creches. Eu sou pobre mas não o suficientemente pobre para ter direito a creches, bolsa família, minha casa minha vida, credito estudantil para meus filhos. Eu não tenho direito a nada. Que cada um tome conta dos seus filhos.

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